
Lisboa, 06 dez (Lusa) — As greves de 24 horas dos trabalhadores ferroviários, que se iniciam à s 00:00 de sexta-feira, devem paralisar a circulação de comboios em todo o paÃs, não havendo serviços mÃnimos ou transportes alternativos.
O protesto de trabalhadores da CP-Comboios de Portugal, Infraestruturas de Portugal (IP) e Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) visa reivindicar a aplicação dos acordos assinados com o Governo e administrações das empresas.
“Esta é uma luta de todos a partir de processos distintos que estão perante o mesmo bloqueio do Governo e o que se exige é que haja negociação séria e construtiva”, lê-se no comunicado da Fectrans.
Em tribunal arbitral nomeado pelo Conselho Económico e Social (CES) foi decidido que não haveria serviços mÃnimos, além dos definidos por lei, ou seja circulam até ao seu destino os comboios em marcha à hora do inÃcio da greve, os comboios socorro e os de transporte de mercadorias perigosas.
Na quarta-feira, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, manifestou, em Bragança, a disponibilidade do Governo para negociar com os ferroviários.
“Isso faz muito pouco sentido, uma vez que estamos a meio de processos negociais, quer na CP, quer na IP e, em particular na IP, onde os sindicatos também decidiriam decretar esta greve, temos aliás os processos negociais bastante avançados”, afirmou o governante, à margem do anúncio do novo concurso público para a carreira área Bragança/Vila Real/Viseu/Tires/Portimão.
O ministro reconheceu que os processos negociais estão “numa fase sempre difÃcil, de revisão dos acordos de empresa”, todavia afiançou que “não é nada verdade” que o Governo não esteja disponÃvel para negociar. “Antes pelo contrário”, vincou.
Pedro Marques considerou ainda “surpreendente” a decisão do tribunal arbitral de não decretar serviços mÃnimos para o dia da greve e que, numa situação de “impacto muito significativo sobre a vida dos portugueses”, há que “lamentar a situação”.
A CP alertou, na terça-feira, para “fortes perturbações” na circulação de comboios, devido à greve, prevendo supressões a nÃvel nacional em todos os serviços.
Também a Fertagus, que opera o comboio na ponte 25 de Abril, alertou que devido à greve na empresa gestora de infraestrutura ferroviária (IP) e, sem definição de serviços mÃnimos, “encontram-se previstas perturbações na circulação de comboios entre as 00:00 e as 24:00 do dia 07 de dezembro de 2018”.
PL (HFI/CSJ) // JNM
Lusa/fim



