
Lisboa, 17 out 2022 (Lusa) — Três ativistas que participavam hoje de manhã num bloqueio à sede da Galp, em Lisboa, em protesto contra o papel das petrolÃferas no aumento do custo de vida, foram detidas, indicaram fontes da PSP e da organização.
“Três ativistas foram detidas pela PSP. Os restantes ativistas que participaram do bloqueio seguiram para a esquadra 36, do Bairro Padre Cruz, em apoio à s pessoas detidas”, adiantou a Climáximo, coletivo que luta pela justiça climática, em comunicado.
Contactada pela Lusa, fonte da PSP disse que três dos ativistas que bloquearam entrada na sede da Galp foram detidos.
A Galp, contactada hoje de manhã na Lusa, não quis fazer quaisquer comentários dobre o bloqueio.
Mais de 20 ativistas estiveram esta manhã a bloquear a entrada da sede da Galp, em Lisboa, em protesto contra o papel das empresas petrolÃferas na crise do custo de vida e na crise climática.
Em declarações por telefone à agência Lusa hoje de manhã, João Camargo, da Climáximo, disse que os ativistas estavam a bloquear a entrada na sede da Galp, com alguns deles a colados à s portas de vidro do edifÃcio.
O ativista da Climáximo sublinhou que o objetivo é “interromper a atividade regular e criminosa dentro desta empresa”.
“Queremos com esta ação tornar inequÃvoca a realidade de que empresas como a Galp e os seus lucros multimilionários são os responsáveis pelo aumento de custo de vida em Portugal e pelo caos climático. (…) Empresas como a Galp têm que ser travadas”, disse.
Segundo a Climáximo, os “lucros recorde da Galp de 420 milhões de euros no primeiro semestre estão diretamente relacionados com o aumento dos preços e da inflação”.
Para os ativistas, o “aumento do custo de vida dos povos nos paÃses por todo o mundo é consequência de uma economia capitalista construÃda para ser viciada em combustÃveis fósseis”.
De acordo com a Climáximo, “no meio desta crise energética e social, por cima da crise climática, os governos europeus estão a ceder à chantagem das petrolÃferas e, em vez de acelerarem para acabar com os fósseis, continuam a subsidiar essa energia e a construir mais infraestruturas”.
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