
Lisboa, 17 out 2022 (Lusa) — Mais de 20 ativistas estão esta manhã a bloquear a entrada da sede da Galp, em Lisboa, em protesto contra o papel das empresas petrolÃferas na crise do custo de vida e na crise climática.
Em declarações por telefone à agência Lusa, João Camargo, da Climáximo, coletivo de ativistas que lutam pela justiça climática, disse que os ativistas estão a bloquear a entrada na sede da Galp, com alguns deles a colados à s portas de vidro do edifÃcio.
“Houve um bloqueio que começou à s 08:15 da manhã. A sede, a entrada principal está bloqueada com mais de 20 ativistas, sendo que vários se colaram nas portas da empresa. Neste momento chegou a polÃcia [cerca das 10:00]”, disse João Camargo.
O ativista da Climáximo sublinhou que o objetivo é “interromper a atividade regular e criminosa dentro desta empresa”.
“Queremos com esta ação tornar inequÃvoca a realidade de que empresas como a Galp e os seus lucros multimilionários são os responsáveis pelo aumento de custo de vida em Portugal e pelo caos climático. (…) Empresas como a Galp têm que ser travadas”, disse.
Segundo a Climáximo, os “lucros recorde da Galp de 420 milhões de euros no primeiro semestre estão diretamente relacionados com o aumento dos preços e da inflação”.
Para os ativistas, o “aumento do custo de vida dos povos nos paÃses por todo o mundo é consequência de uma economia capitalista construÃda para ser viciada em combustÃveis fósseis”.
De acordo com a Climáximo, “no meio desta crise energética e social, por cima da crise climática, os governos europeus estão a ceder à chantagem das petrolÃferas e, em vez de acelerarem para acabar com os fósseis, continuam a subsidiar essa energia e a construir mais infraestruturas”.
João Camargo disse à Lusa que os ativistas não querem chegar à fala com responsáveis pela empresa.
“Temos de ser honestos. Não temos nada a falar com a Galp. Não queremos nenhuma interlocução com empresas que fazem pior para o presente e para o futuro”, concluiu.
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