Cinemateca Portuguesa homenageada no Festival Internacional de Cinema de Huesca

Madrid, 05 jun 2026 (Lusa) – A Cinemateca Portuguesa será homenageada hoje em Espanha na abertura da edição deste ano do Festival Internacional de Cinema de Huesca, que tem também Portugal como país convidado.

O 54.º Festival Internacional de Cinema de Huesca, dedicado a curtas-metragens, arranca hoje com uma cerimónia de abertura em que será entregue o Prémio Pepe Escriche de 2026 à Cinemateca Portuguesa, anunciou a organização.

A Cinemateca Portuguesa “trabalha desde 1948 na defesa e difusão do património cinematográfico, baseando-se em três valores fundamentais: respeito cultural, excelência técnica e primazia do serviço público”, sublinhou o festival, num comunicado.

A organização destacou ainda “o papel fundamental” da Cinemateca Portuguesa “na construção de pontes culturais a nível continental”, tendo sido “decisiva para a criação e o desenvolvimento da rede de instituições europeias dedicadas à conservação do património cinematográfico europeu”, como a Associação Europeia de Cinematecas, de que foi cofundadora.

O Prémio Pepe Escriche, criado em 2009 como tributo à memória do fundador do Festival Internacional de Cinema de Huesca, será entregue hoje ao diretor da Cinemateca Portuguesa, Rui Machado.

A edição deste ano do festival, que tem Portugal como “país de honra”, inclui ainda uma “sessão especial de curtas-metragens portuguesas que marcaram a história do audiovisual português”.

Esta sessão está comissariada pelo cineasta e crítico português Ricardo Vieira Lisboa, que integra também o júri deste ano da secção oficial a concurso do Festival Internacional de Cinema de Huesca.

A 54.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Huesca decorre até 13 de junho, no nordeste de Espanha, com Portugal como “país de honra” que “marcará transversalmente a programação”, segundo a organização.

“Além de convidados, tributos e projeções especiais” relacionadas com Portugal, a imagem oficial do festival deste ano foi feita pelo estúdio de ‘design’ português R2Design.

“É importante estreitar laços culturais com os nossos vizinhos, acreditamos firmemente que se podem gerar muitas sinergias e esta decisão procura apoiar estas convicções. Queremos que Huesca e o seu festival sejam pontos de referência para qualquer agente da indústria cinematográfica mundial”, disse a diretora do festival, Estela Rasal, citada num comunicado divulgado em janeiro, quando foi anunciado que Portugal seria o país convidado desta edição.

Este festival recebe anualmente inscrições de cerca de 2.000 trabalhos “dos cinco continentes” para a secção de competição, segundo a organização.

São atribuídos três prémios em cada edição (Internacional, Ibero-americano e Documentário) que servem, em simultâneo, de pré-seleção para nomeações aos Óscares de Hollywood, da academia norte-americana de cinema.

Duas curtas-metragens portuguesas concorrem ao Prémio Ibero-americano este ano: “Tapete Voador”, de Justin Amorim, e “Olhos, Olhos, Nariz, Boca”, de Sofia Santa-Rita.

Na competição Internacional está uma coprodução de França, Países Baixos e Portugal, “Fille de L’Eau”, de Sandra Desmazières.

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