
Lisboa, 18 mai 2022 (Lusa) — Cinco casos de infeção pelo vÃrus Monkeypox foram já confirmados pelo Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge, anunciou a Direção-Geral da Saúde, que fala noutros 15 casos suspeitos identificados este mês na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Em comunicado, a Direção Geral da Saúde (DGS) explica que os casos, na maioria jovens e todos do sexo masculino, “estão estáveis, apresentando lesões ulcerativas”.
O vÃrus Monkeypox é do género OrtopoxvÃrus (o mais conhecido deste género é o da varÃola) e a doença é transmissÃvel através de contacto com animais, ou ainda contacto próximo com pessoas infetadas ou com materiais contaminados.
A doença é rara e, habitualmente, não se dissemina facilmente entre os seres humanos.
A DGS informa ainda que está a centralizar, nesta fase, todas as ações de deteção, avaliação, gestão e comunicação de risco relacionadas com estes casos através do Centro de Emergências em Saúde Pública (CESP).
Na terça-feira, a DGS comunicou o alerta aos profissionais de saúde, nomeadamente aos médicos e enfermeiros, com o objetivo de identificarem eventuais casos suspeitos e de os notificarem.
A autoridade de saúde aconselha ainda as pessoas que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço a procurarem um médico.
Perante sintomas suspeitos, a pessoa “deverá abster-se de contactos fÃsicos diretos”, acrescenta a DGS.
A abordagem clÃnica não requer tratamento especÃfico, sendo a doença habitualmente autolimitada em semanas.
O Reino Unido reportou casos semelhantes de lesões ulcerativas, com a confirmação de infeção por vÃrus Monkeypox.
“A DGS está a acompanhar a situação a nÃvel nacional e em articulação com as instituições europeias”, acrescenta a nota.
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