
Cidade do México, 12 abr 2024 (Lusa) — Pelo menos cinco candidatos a cargos de eleição popular foram assassinados no México em março, elevando o total para 15 nos primeiros três meses deste ano, indicou hoje a organização civil Data CÃvica.
O número de homicÃdios relacionados com a violência polÃtica no mês passado sobe para 30, se forem também incluÃdos funcionários públicos e familiares de polÃticos, segundo o relatório “Votar entre balas”, hoje divulgado.
Entre os candidatos eleitorais mortos em março, há um do Partido do Trabalho (PT), aliado ao poder, dois do governante Movimento Regeneração Nacional (Morena), um do opositor Partido Revolucionário Institucional (PRI) e mais um da aliança do PRI com o Partido Ação Nacional (PAN) e a Revolução Democrática (PRD).
Os candidatos assassinados são Alfredo González, candidato do PT a presidente da câmara de Atoyac, em Guerrero; Tomás Morales, candidato do Morena a presidente da câmara de Chilapa, em Guerrero; e Diego Pérez, a presidente da câmara de San Juan Cancuc, em Chiapas, pelo PRI.
Completam a lista Humberto Amezcua, da aliança PRI-PAN-PRD, candidato a presidente da câmara de Pihuamo, em Jalisco, e Jaime González, candidato à câmara de Acatzingo, Puebla, pelo Morena.
Além disso, a organização Data CÃvica registou também cinco sequestros, duas tentativas de assassÃnio e duas ameaças de outros candidatos eleitorais, tanto do partido no poder como da oposição.
“Em março, primeiro mês oficial das campanhas a nÃvel federal, registámos 14 ataques de diversos tipos a pessoas candidatas: cinco homicÃdios, cinco raptos, duas tentativas de homicÃdio e duas ameaças. Com isso, os três primeiros meses do ano já somam 15 assassÃnios de candidatos a cargos eletivos”, lê-se no relatório, citado pela agência de notÃcias espanhola EFE.
No total, a Data CÃvica registou 54 atos associados a violência polÃtico-criminal em março, incluindo ameaças, assassÃnios, ataques armados, tentativas de assassÃnio e sequestros.
Os 15 homicÃdios do primeiro trimestre de 2024 somam-se aos 11 assassÃnios de candidatos, pré-candidatos e ex-candidatos mortos documentados pela mesma organização civil no segundo semestre de 2023, quando teve inÃcio o atual processo eleitoral, que culminará nas eleições de 02 de junho.
Desde janeiro de 2018 até dezembro de 2023, a organização documentou 105 assassÃnios de candidatos, pré-candidatos e ex-candidatos eleitorais no México.
Tendo também em conta os ataques e as ameaças, a associação registou 574 atos de violência criminal eleitoral em 2023, o que representa o número mais elevado desde que há registo.
O México realiza as maiores eleições da sua história no dia 02 de junho, quando mais de 97 milhões de cidadãos irão às urnas pronunciar-se sobre 20.375 cargos federais, incluindo a Presidência da República, os 500 assentos da Câmara dos Deputados e os 128 mandatos do Senado, além de nove governos estaduais.
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