
Abelhas, vespas, joaninhas ou libélulas. Para muitas pessoas, basta a aproximação de um inseto para surgir o impulso de o afastar ou eliminar.
No entanto, investigadores canadianos alertam que essa reação nem sempre se justifica. A maioria dos insetos desempenha funções essenciais para o equilÃbrio dos ecossistemas e para a produção de alimentos.
Especialistas da Universidade de British Columbia explicam que muitas espécies ajudam na polinização, controlam pragas de forma natural, servem de alimento a outros animais e contribuem para a saúde dos solos.
Segundo os investigadores, o receio dos insetos resulta, muitas vezes, da educação recebida na infância e da imagem negativa transmitida ao longo dos anos. Por isso, muitas pessoas associam-nos apenas a picadas, doenças ou prejuÃzos na agricultura.
Os cientistas recordam que existem exceções, como espécies invasoras ou insetos capazes de transmitir doenças, situações que exigem medidas de controlo e prevenção.
Ainda assim, defendem que esses casos não devem justificar a eliminação indiscriminada de insetos benéficos.
Entre as recomendações estão a redução do uso de pesticidas nos jardins, a plantação de espécies autóctones e a criação de espaços favoráveis à biodiversidade, capazes de atrair polinizadores e predadores naturais de pragas.
Os investigadores lembram ainda que os insetos enfrentam um declÃnio preocupante em todo o mundo, devido à perda de habitat, à s alterações climáticas e ao uso intensivo de produtos quÃmicos.
A mensagem é clara: conhecer melhor estes pequenos animais pode ajudar a reduzir o medo e a reforçar a proteção de espécies fundamentais para o equilÃbrio da natureza e para a vida humana.



