
Luanda, 05 abr 2026 (Lusa) — O número de mortos provocados pelas chuvas intensas na provÃncia de Benguela subiu para 24, segundo um comunicado do governo provincial, mantendo-se o alerta devido à previsão de agravamento das condições meteorológicas.
De acordo com uma nota do Governo Provincial de Benguela, as mortes ocorreram nos municÃpios da Catumbela (10), Lobito (8), Benguela (4) e na zona dos Navegantes (2), na sequência das chuvas registadas na madrugada de hoje, que causaram “danos humanos e materiais severos”.
Num balanço anterior, os serviços de Proteção Civil indicavam 12 mortos na provÃncia de Benguela, num total de 15 mortos, 14 feridos e cinco desaparecidos nas provÃncias de Benguela e Luanda.
“O Governo Provincial de Benguela manifesta o seu mais profundo sentimento de pesar e consternação pelo trágico falecimento de concidadãos”, refere o comunicado, que garante apoio à s populações afetadas e apela à vigilância e ao cumprimento das orientações das autoridades.
Equipas da Proteção Civil e dos Bombeiros, sob coordenação do Governo Provincial, estão mobilizadas nos municÃpios afetados, incluindo a BaÃa Farta, para prestar assistência de emergência e proceder ao levantamento detalhado dos danos.
Pelo menos 28 pessoas morreram devido às chuvas torrenciais, tendo em conta dados preliminares da proteção civil.
Em Luanda, o último balanço aponta para três mortos por afogamento, registados nos municÃpios dos Mulenvos e Cacuaco, além de milhares de habitações inundadas.
Já na provÃncia do Cuanza Sul, o Serviço de Proteção Civil e Bombeiros de Angola (SPCB) reportou a morte de uma cidadã, o ferimento de outra pessoa e um desaparecido, após chuvas acompanhadas de ventos fortes que afetaram vários municÃpios.
Segundo o SPCB, o fenómeno provocou ainda danos em 603 infraestruturas diversas naquela provÃncia.
Devido à s chuvas, registaram-se inundações em vários pontos do paÃs, que afetaram residências, comércio e vias de acesso, obrigando ao corte da circulação rodoviária.
As tempestades provocaram também a queda de árvores, postes elétricos e o transbordo de bacias de retenção, além de deixarem várias ruas intransitáveis em diferentes pontos da capital.
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