
Pequim, 08 set (Lusa) – A China afirmou hoje esperar que a visita a Pequim do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, restabeleça a confiança mútua entre os dois paÃses, apelando ao fim das “más práticas”, que levaram ao deteriorar das relações.
“Estamos dispostos a manter os contactos com a parte norte-americana, mas julgamos que as más práticas dos Estados Unidos em algumas questões não contribuÃram para a cooperação”, afirmou em conferência de imprensa Lu Kang, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.
O porta-voz disse que Washington deve voltar ao “caminho certo” e “mostrar a sua disposição em trabalhar com a parte chinesa, para alcançar uma melhoria nas relações entre os dois paÃses”.
Pompeo reuniu-se hoje com o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, para analisar possÃveis avanços na desnuclearização do regime norte-coreano, numa altura de crescentes disputas comerciais entre os dois paÃses.
“Pompeo mostrou a sua vontade em trabalhar sobre a questão da penÃnsula coreana e a China está também disposta a tratar deste assunto”, afirmou Lu.
“Como dois importantes membros do Conselho de Segurança, a China e os EUA têm necessidade de reforçar a cooperação em certas questões internacionais, e restabelecer a confiança mútua”, disse.
Pequim e Washington atravessam um perÃodo de renovada tensão, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter imposto taxas alfandegárias sobre 250 mil milhões de dólares de importações oriundas do paÃs asiático. Pequim retaliou com taxas sobre bens norte-americanos.
Em causa está a polÃtica chinesa para o setor tecnológico, nomeadamente o plano “Made in China 2025”, que visa transformar o paÃs numa potência tecnológica, com capacidades em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.
Os EUA consideram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsÃdios à s empresas domésticas, enquanto as protege da concorrência externa.
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