
Pequim, 26 ago 2023 (Lusa) – Taiwan afirmou hoje que a China enviou dezenas de aviões e navios em direção à ilha, poucos dias depois de os Estados Unidos aprovarem uma venda de armas no valor de 500 milhões de dólares a Taipé.
O Ministério da Defesa disse em comunicado que 32 aviões do Exército Popular de Libertação e nove embarcações da Marinha foram detetados nas últimas 24 horas.
Destes, 20 aviões atravessaram a linha mediana do Estreito de Taiwan ou violaram a zona de defesa aérea da ilha. Em resposta, Taiwan enviou as suas próprias aeronaves, embarcações e sistemas de mÃsseis para responder a estas atividades, segundo o exército.
A China considera Taiwan como uma provÃncia nacional e não descarta o uso de força para forçar a reunificação.
No ano passado, Pequim intensificou os exercÃcios militares em torno da ilha numa resposta à s atividades polÃticas de Taiwan. Na semana passada, as forças armadas chinesas lançaram exercÃcios em torno de Taiwan como um “aviso severo” do vice-presidente de Taiwan efetuar uma escala nos Estados Unidos durante uma viagem oficial ao Paraguai.
O Departamento de Estado norte-americano declarou na quarta-feira que autorizou a venda a Taiwan de sistemas de busca e localização por infravermelhos para caças F-16 e outro equipamento relacionado, no valor de 500 milhões de dólares (463,2 milhões de euros).
O porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Zhang Xiaogang, afirmou na sexta-feira que a China se opõe à venda de armas, classificando-a como uma “interferência grosseira” nos assuntos internos da China e descrevendo-a como um “ato hediondo” que viola o princÃpio de “uma só China”, bem como três comunicados conjuntos sino-norte-americanos.
Zhang disse ainda que a China instou os EUA a cumprirem o seu compromisso de não apoiarem a independência de Taiwan.
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