
Pequim, 05 mar 2024 (Lusa) — A meta oficial de crescimento da China para este ano é de cerca de 5%, afirmou hoje o primeiro-ministro, Li Qiang, no relatório anual sobre os planos e o desempenho do governo.
Li disse que o governo vai emitir 1 bilião de yuan (cerca de 128 mil milhões de euros) em “obrigações do tesouro especiais ultra longas” em 2024 e ao longo de cada um dos próximos anos – uma promessa, há muito esperada, de despesas públicas para ajudar a apoiar o crescimento em declÃnio.
O Partido Comunista, no poder, tem vindo a sublinhar a necessidade de aumentar as despesas dos consumidores para impulsionar a economia. Mas a recuperação liderada pelo consumo com que contava após o fim da polÃtica de ‘zero casos’ de covid-19, no final de 2022, vacilou em meados do ano passado.
A queda dos preços da habitação e as preocupações com o emprego deixaram muitas famÃlias relutantes ou incapazes de gastar mais.
Atingir uma taxa de crescimento de 5% não será tão fácil como ano passado devido ao efeito de base comparativa, uma vez que em 2022 o produto interno bruto (PIB) da segunda maior economia do mundo cresceu apenas 3%, face à s duras restrições e confinamentos impostos pela polÃtica chinesa durante a pandemia da covid-19.
Li disse que a liderança vai esforçar-se para melhorar a gestão das polÃticas.
“Devemos comunicar as polÃticas ao público de forma bem direcionada para criar um ambiente polÃtico estável, transparente e previsÃvel”, disse Li, num discurso sobre os planos do governo, na abertura da sessão anual da Assembleia Popular Nacional, o órgão máximo legislativo da China.
Li disse que o governo vai continuar com uma “polÃtica fiscal pró-ativa e uma polÃtica monetária prudente”, sugerindo que não vão haver grandes mudanças na abordagem da liderança para atingir o que designou como desenvolvimento de “alta qualidade”.
Ele afirmou que as polÃticas devem ser mais direcionadas e eficazes e refletir “as expectativas das empresas e das pessoas quando decidem sobre o trabalho e as prioridades polÃticas”.
Li dirigiu-se aos cerca de 3.000 delegados da Assembleia Popular Nacional e aos cerca de 2.000 membros de um órgão consultivo paralelo no Grande Palácio do Povo, adjacente à Praça Tiananmen, em Pequim.
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