
Londres, 20 mai 2023 (Lusa) — A China acusou hoje o G7 de semear a discórdia contra Pequim, depois de os lÃderes dos sete paÃses mais industrializados terem criticado o uso da “coerção económica” como ferramenta polÃtica, numa referência ao gigante asiático.
“Alguns membros do G7 ignoram os princÃpios da economia de mercado e da concorrência leal, e reprimem injustificadamente as empresas chinesas”, disse a embaixada da China em Londres num comunicado publicado na rede social chinesa WeChat.
“A China está fortemente insatisfeita e opõe-se firmemente a isso”, disse a embaixada, citada pela agência espanhola EFE.
Reunidos entre sexta-feira e domingo na cidade japonesa de Hiroxima, os membros do G7 defenderam hoje a necessidade de reduzir a “dependência excessiva” da China e divulgou uma declaração sobre a questão de Taiwan.
Os lÃderes do bloco que junta Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, mais a União Europeia (UE), também criticaram o uso da “coerção económica” como arma polÃtica, numa alusão à China.
A embaixada chinesa acusou Washington de “generalizar o conceito de segurança nacional, abusar das medidas de controlo das exportações e adotar práticas discriminatórias e injustas contra empresas de outros paÃses”.
“A própria China é vÃtima da coerção económica dos Estados Unidos”, disse a embaixada, referindo que Pequim “sempre se opôs firmemente à coerção económica de outros paÃses”.
“São os Estados Unidos que devem parar de reprimir e restringir outros paÃses em nome da segurança nacional”, afirmou.
A embaixada chinesa em Londres disse também que os Estados Unidos devem parar com a “intimidação unilateral indiscriminada”.
Acusou ainda Washington de “perturbar a segurança e a estabilidade das cadeias industriais e de abastecimento globais”.
A diplomacia chinesa apelou ao G7 para que “abandone a mentalidade da Guerra Fria” e “deixe de interferir nos assuntos internos de outros paÃses”, bem como de “criar confrontos e divisões na comunidade internacional”.
“Como presidente rotativo do G7, o Japão deve responder e abordar as preocupações da comunidade internacional de uma forma responsável”, criticou.
Pequim assegurou que “lutará resoluta e vigorosamente contra quaisquer palavras e ações que prejudiquem os interesses da China”.
Sobre Taiwan, reafirmou que a ilha “é uma parte inalienável do território da China desde os tempos antigos” e a defesa do princÃpio de “uma só China” para Pequim desenvolver relações com outros paÃses.
“O G7 ignora os factos e interfere seriamente nos assuntos internos da China em questões relacionadas com Taiwan, Hong Kong, Xinjiang e Tibete”, disse a embaixada.
Acusou ainda os G7 de tentar “semear a discórdia para que vários paÃses confrontem a China” e garantiu que Pequim “é um firme defensor” do direito marÃtimo internacional, numa referência à s disputas no Mar do Sul da China.
“Sempre insistimos na resolução pacÃfica dos diferendos através de negociações e consultas com os paÃses diretamente envolvidos, com base no respeito pelos factos históricos e em conformidade com o direito internacional”, acrescentou.
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