
Queluz, Sintra, Lisboa, 24 mar 2025 (Lusa) — O presidente do Chega recusou-se hoje a retirar os cartazes do partido em que LuÃs Montenegro aparece ao lado de José Sócrates associado ao tema da corrupção e acusou o primeiro-ministro de conviver mal com a democracia.
“Este PSD e este primeiro-ministro têm sido um dos maiores sÃmbolos, tal como José Sócrates também, da podridão do sistema e, por isso, não, nós não vamos retirar os nossos cartazes que evidenciam isso mesmo, que o sistema está podre e está corrupto”, afirmou André Ventura.
O lÃder do Chega considerou que seria “inédito um tribunal” ordenar a retirarada de ‘outdoors’ de um partido.
André Ventura falava aos jornalistas em Queluz (concelho de Sintra e distrito de Lisboa), minutos depois de o primeiro-ministro ter confirmado que entregou uma providência cautelar contra o Chega para a retirada dos cartazes em que aparece ao lado do ex-chefe do Governo socialista José Sócrates associado ao tema da corrupção.
O presidente do Chega indicou que, à quela hora, não tinha sido “notificado ainda de nenhuma ação judicial do primeiro-ministro” contra si ou contra o partido.
“Eu não sei o que é que a justiça vai determinar. Nós, como sempre, estamos à disposição e responderemos no tempo e no prazo que tivermos que responder, mas não deixo de notar que isto é grave, quer dizer, qual é o próximo passo, é pedir-nos para retirar ‘posts’ do Facebook e do Instagram? É querer controlar as nossas páginas das redes sociais? É querer decidir o que é que nós temos nos folhetos de propaganda do partido?”, questionou.
O presidente do Chega acusou o primeiro-ministro e lÃder do PSD de “conviver mal com a democracia e com a liberdade”.
Ventura afirmou também que LuÃs Montenegro “é o sÃmbolo do sistema de corrupção”, sustentando que “não é só muitas vezes por conduta própria, mas por conduta sobre terceiros, que ele se torna o sÃmbolo dessa corrupção”, e voltou a associar o primeiro-ministro a José Sócrates.
“Eu soube pelas notÃcias que tÃnhamos sido processados, eu respeito isso como um exercÃcio de ação judicial, mas não respeito isso politicamente, porque significa que o primeiro-ministro não convive bem com a liberdade de expressão, não convive bem com a diferença de opinião”, disse.
Â
FM (AMF) // JPS
Lusa/Fim



