
Lisboa, 02 jan 2026 (Lusa) — O lÃder do Chega, André Ventura, revelou hoje que o partido apresentou uma denúncia formal à s autoridades para que os indivÃduos que dispararam com armas de fogo proibidas num bairro em Lisboa sejam detidos.
“Nós decidimos hoje avançar com uma denúncia formal à s autoridades para que estes indivÃduos sejam detidos e para que sejam levados à justiça e para que a paz social volte a reinar. Acho que isso é da mais elementar justiça e um polÃtico também o deve fazer, mesmo estando, mais ou menos, em perÃodo de campanha eleitoral”, declarou.
O também candidato presidencial falava aos jornalistas depois de entregar cobertores no Centro de Apoio ao Sem Abrigo (CASA), em Lisboa, no âmbito da sua campanha para as eleições de 18 de janeiro.
Um vÃdeo publicado nas redes sociais mostra quatro homens a fazerem disparos para o ar no Bairro Alfredo Bensaúde, na freguesia dos Olivais, em Lisboa, alegadamente na noite de passagem de ano, sendo visÃvel o uso de armas automáticas e semiautomáticas, cuja posse é proibida a pessoas que não pertençam à s forças policiais.
“Eu sei que as imagens são públicas, muitos polÃcias nos dizem que estão de mãos atadas e de mãos e pés atados perante isto. Isto não é aceitável. Nós não vivemos na SÃria, nem no Iraque, nem no Bangladesh, nem em nenhum desses paÃses para andarem pessoas a disparar para o ar com armas de guerra”, afirmou
A PSP “está a analisar, avaliar e investigar” o vÃdeo para que sejam identificados “o mais depressa possÃvel” os homens que estão a fazer os disparos, disse à Lusa fonte daquela hoje polÃcia.
André Ventura especificou que o Chega deu hoje entrada de “uma denúncia ao Ministério Público e à polÃcia em relação à quela situação”.
“Se querer as pessoas que têm armas de guerra presas quando não o devem ter, então sim, somos de extrema-direita. Mas acho que o povo português não é de extrema-direita e por alguma razão nós estamos à frente nestas sondagens. É porque as pessoas estão a começar a perceber que o paÃs tem de ter uma mudança e eu acho que essa mudança vai se representar e vai, no dia 18, tornar-se realidade com um voto que eu espero que seja de uma candidatura vencedora”, concluiu.
O lÃder do Chega é um dos 11 candidatos à s eleições presidenciais agendadas para 18 de janeiro.
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