
Washington, 07 jan 2026 (Lusa) – O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, anunciou hoje que vai reunir-se na próxima semana com responsáveis dinamarqueses, num contexto de tensões sobre a questão da Gronelândia, alvo de pretensões do Presidente Donald Trump.
O secretário de Estado norte-americano, que falava à imprensa no Capitólio, em Washington, também reiterou que Trump está a considerar várias opções para adquirir a Gronelândia, incluindo “usar o exército”, como afirmou a Casa Branca na terça-feira.
“Se o Presidente identificar uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, cada Presidente mantém a opção de lidar com isso por meios militares”, disse Rubio.
Situada no Ártico, a Gronelândia é um território autónomo do reino da Dinamarca, que é membro da NATO, aliança militar liderada pelos Estados Unidos.
A Gronelândia e a Dinamarca pediram na terça-feira uma reunião com o secretário de Estado norte-americano para debater as “declarações marcantes” de Donald Trump sobre a ilha ártica, anunciou a ministra dos Negócios Estrangeiros dinamarquesa, Vivian Motzfeldt, nas redes sociais.
Também na terça-feira, França, Alemanha, Itália, Polónia, Espanha e Reino Unido emitiram uma declaração conjunta de apoio à Dinamarca face às reivindicações de Trump sobre a Gronelândia.
Mais tarde, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, associou-se a esta posição.
Numa declaração conjunta, aqueles países sublinharam que a ilha ártica, estratégica e rica em minerais, “pertence ao seu povo” e apoiaram a posição da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que exigiu aos Estados Unidos (EUA) que parem com as ameaças “contra um aliado histórico”.
Também os ministros dos Negócios Estrangeiros nórdicos salientaram, num comunicado conjunto, que os assuntos relativos à Dinamarca e à Gronelândia devem ser decididos exclusivamente pela Dinamarca e pela Gronelândia.
JH (EJ) // EJ
Lusa/Fim
