
Lisboa, 26 fev 2026 (Lusa) – A Caixa Geral de Depósitos (CGD) recebeu, desde 28 de janeiro, cerca de mil pedidos de moratórias no valor de quase 100 milhões de euros devido aos efeitos do mau tempo, disse hoje o presidente executivo do banco público, Paulo Macedo.
Além das moratórias, Paulo Macedo disse que o banco recebeu também diversos pedidos de aumento de ‘plafonds’ de cartões de crédito por parte de clientes, assim como pedidos para reforço das contas correntes destinadas a aliviar a tesouraria das empresas.
O presidente executivo da CGD afirmou que, após os pagamentos das seguradoras e dos apoios do Estado, o banco público irá lançar “um conjunto importante de linhas de crédito de médio e longo prazo para serem utilizadas”.
Da parte do Estado, defendeu mais medidas “a fundo perdido”, ainda que ressalvando que a decisão vai implicar uma escolha em termos de utilização dos dinheiro públicos.
O gestor admitiu ainda que o prazo de vigência das moratórias, fixado pelo Governo em três meses, poderá ter de ser prolongado.
Paulo Macedo considerou que Portugal deve ter “fundos catastróficos” para lidar com os efeitos das alterações climáticas, uma vez que apenas cerca de metade das habitações afetadas pelo mau tempo na região Centro tinha seguro multirriscos.
No final de janeiro, a CGD aprovou medidas “extraordinárias e de implementação imediata” no valor de 300 milhões de euros para apoiar famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin.
A CGD desenhou várias medidas, abrangendo diferentes tipos de crédito, com ‘spread’ 0% e isenção de comissões no crédito à habitação para obras e reabilitação.
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