Lisboa, 31 mar (Lusa) — A presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP) admite que Portugal não consiga encerrar o Procedimento por Défice Excessivo, caso a injeção pública na CGD faça o défice superar os 3% este ano.
O CFP divulgou hoje o relatório Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2017-2021, no qual projeta que o défice orçamental fique nos 1,7% este ano e nos 1,8% no final do período, mas salvaguarda que não considera eventuais impactos de apoios ao sistema financeiro, como a injeção de capital na Caixa Geral de Depósitos (CGD).
“Se houver uma decisão de aumentar o défice, seja em 2016 seja em 2017, pode fazer ultrapassar os 3% e, nessa altura, [o encerramento do Procedimento por Défices Excessivos] fica em causa outra vez”, admitiu Teodora Cardoso, em conferência de imprensa, em Lisboa.
