
Madrid, 11 mai 2024 (Lusa) — Cerca de 4.000 pessoas desfilaram hoje pelas ruas de Madrid, carregando faixas e cartazes de apoio aos palestinianos, a exigir um cessar-fogo em Gaza e uma rutura entre Espanha e Israel.
A manifestação, que segundo as autoridades reuniu cerca de 4.000 pessoas, foi organizada a pedido de cerca de 30 organizações no perÃodo que antecedeu o 76.º aniversário da Nakba (“a catástrofe” em árabe) que evoca para os palestinianos o êxodo de 760 mil pessoas durante a guerra de 1948, após a criação do Estado de Israel.
Vários manifestantes erguiam cartazes a denunciar “um genocÃdio” em Gaza e a encorajar “a resistência do povo palestiniano”.
“Forçaram as pessoas a aglomerarem-se no sul da Faixa de Gaza (…) e agora estão novamente a ser deslocadas de um lugar para outro quando já não há um lugar seguro”, denunciou Jaldia Abubakra, uma manifestante de 57 anos, em referência à s evacuações ordenadas pelo exército israelita em Rafah.
Nos últimos dias, estudantes espanhóis organizaram acampamentos pacÃficos em campus universitários de Madrid, Barcelona e Valência, juntando-se ao movimento de mobilização que apareceu em várias universidades norte-americanas e europeias.
A Conferência Espanhola de Reitores afirmou esta semana que estava empenhada em “rever e, quando apropriado, suspender” acordos de colaboração com universidades e centros de investigação israelitas que não “expressaram um firme compromisso com a paz e o respeito pelo direito humanitário internacional”.
A Espanha, considerada a voz europeia mais crÃtica face a Israel, está a tentar influenciar outras capitais europeias para o reconhecimento de um Estado Palestiniano.
Segundo o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, Espanha, Irlanda e Eslovénia planeiam fazê-lo simultaneamente em 21 de maio.
A guerra eclodiu a 07 de outubro passado, quando comandos do Hamas infiltrados a partir de Gaza realizaram um ataque sem precedentes contra Israel, matando mais de 1.170 pessoas, a maioria civis, segundo um relatório da agência Noticiosa francesa AFP baseado em dados oficiais israelitas.
Mais de 250 pessoas foram sequestradas e 128 permanecem cativas em Gaza, das quais 36 teriam morrido, segundo o exército.
Em resposta, Israel prometeu aniquilar o Hamas, no poder em Gaza desde 2007, e lançou uma ofensiva que até agora provocou 34.971 mortos no território palestiniano, incluindo mulheres e crianças segundo o Ministério da Saúde daquele movimento islâmico.
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