
Lisboa, 18 fev (Lusa) — Cerca de 1.500 militares da Guarda Nacional Republicana vão ser promovidos de imediato, correspondendo aos dois terços dos guardas que faltavam promover desde 2017, segundo um despacho hoje publicado em Diário da República.
O despacho que autoriza a promoção de 1.514 militares indica que estas promoções dizem respeitos à s vagas do ano de 2017, mas as despesas vão ser “suportadas integralmente pelos montantes disponibilizados à Guarda Nacional Republicana pelo Orçamento do Estado para 2019”.
O despacho, assinado pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e pela secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Maria de Fátima Fonseca, adianta que o comando-geral da GNR apresentou informação fundamentada que justifica a necessidade das promoções.
A GNR considera “imprescindÃvel garantir o bom funcionamento da instituição através nomeadamente da promoção dos seus militares ao posto imediato, possibilitando o provimento dos lugares e cargos constantes da respetiva orgânica por militares com o posto que legalmente lhes corresponde, tendo em conta o nÃvel de responsabilidade inerente à s funções a exercer, atenta a especial relevância das competências que lhes estão atribuÃdas, assegurando-se assim a regularidade do seu exercÃcio e o seu eficiente desempenho”.
O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), César Nogueira, disse à agência Lusa que estas promoções estavam em atraso há dois anos, correspondendo aos dois terços dos militares que não foram promovidos em 2017.
A promoção dos cerca de 1.500 militares era uma das reivindicações da APG, que exigem também o inÃcio das negociações com o Governo para que seja feita a contagem do tempo em que as carreiras estiveram congeladas, entre 2010 e 2017.
César Nogueira lembrou ainda que falta as promoções referentes a 2018.
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