
Lisboa, 29 nov 2023 (Lusa) — Centenas de pessoas formaram hoje no centro de Lisboa um amplo quadrado numa manifestação de solidariedade com a Palestina que incluiu representação, música, discursos e palavras de ordem, na presença dos dirigentes do PCP e do BE.
No Martim Moniz, como já sucedeu noutros pontos do paÃs, cumpriu-se mais uma jornada da Semana de Solidariedade com o Povo Palestiniano, sob o lema “Paz no Médio Oriente. Palestina independente”.
Já com a noite instalada, chuva pouco intensa, camioneta-palco, luzes e altifalantes, um vÃdeo, dezenas de pessoas aceitaram o desafio e deitaram-se ou sentaram-se num amplo espaço coberto com plástico, muitas com lençóis brancos salpicados de vermelho, numa alusão à s “vÃtimas do genocÃdio” na Faixa de Gaza.
No grande quadrado em redor, quem ficou de pé exibia faixas, bandeiras palestinianas, cartazes. “Fim à agressão. Paz no Médio Oriente”: “Reconhecer os direitos nacionais da Palestina”, com a marca da Juventude Comunista Portuguesa, a juventude do Partido Comunista Português (PCP); “Palestina vencerá”, ou uma frase mais arrojada “Não ao nazi-sionismo, 75 anos de genocÃdio. Palestina Livre”.
Na concentração, pessoas de todas as idades, mas com predominância acima dos 50 anos, muitos e muitas com lenços palestinianos, que acorreram à convocatória das organizações promotoras: CGTP- Intersindical Nacional, Comité Português para a Paz e Cooperação (CPPC), Movimento pelos direitos do povo palestiniano e pela paz no Médio Oriente (MPPM) e Projeto RuÃdo — Associação juvenil.
Ao som de música palestiniana, ecoa a primeira palavra de ordem “Palestina vencerá!”, pouco antes da chegada de Mariana Mortágua e Paulo Raimundo, lÃderes do Bloco de Esquerda e do PCP, que decidiram juntar-se ao acontecimento.
Uma palestiniana com um vestido tradicional de noiva discursa em inglês e dessa forma homenageia uma amiga que diz ter sido morta no dia do casamento pelos bombardeamentos israelitas em Gaza, iniciados um dia após o ataque surpresa do movimento islamita Hamas em 07 de outubro e que se prolongaram até 24 de novembro. Tudo antes do inÃcio da mobilizadora “ação artÃstica”, como foi depois anunciado.
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