
Lisboa, 23 mar 2026 (Lusa) — O líder parlamentar do CDS-PP considerou hoje que a AD “só tem a ganhar” por ter “dois partidos diferentes” e assinalou que o seu partido “sempre esteve mais à direita do PSD, e é assim que quer continuar”.
Na abertura das jornadas parlamentares do CDS-PP, que decorrem entre hoje e terça-feira na Assembleia da República, Paulo Núncio defendeu que “a AD só tem a ganhar em ter estes dois partidos diferentes que a compõem”.
O líder parlamentar centrista afirmou que “o CDS, como sempre, é um partido leal e comprometido com a AD e com a agenda reformista que a AD representa”.
E assinalou que o “CDS e o PSD foram sempre dois partidos que em momentos relevantes da história nacional souberam juntar esforços e fazer coligações para resolver os problemas que afetam os portugueses”.
Com o ministro dos Assuntos Parlamentares presente, Paulo Núncio referiu também que “o CDS sempre esteve mais à direita do PSD e é assim que quer continuar a estar”.
O deputado e vice-presidente do partido defendeu igualmente que “o CDS não se esgota na coligação” que sustenta o Governo e considerou que “o CDS é um partido que cresce, orientado para preparar o futuro e vocacionado para servir o país”.
“O CDS só será mais CDS se continuarmos a ser CDS. Tenhamos sempre a coragem de ousar, de continuar a trabalhar para podermos continuar a crescer, porque há muito que ainda tem que ser feito”, salientou.
Na abertura das primeiras jornadas parlamentares que o partido organiza nesta legislatura, Paulo Núncio referiu-se também ao incidente na Marcha pela Vida, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário para o meio dos participantes, sem feridos.
“Felizmente que o engenho incendiário não rebentou e por isso foi evitada a morte e ferimentos graves em mulheres, em crianças e em bebés. Foi um ataque vil e desprezível contra pessoas pacíficas que estavam pacificamente a celebrar, a cantar e a defender a causa da vida”, condenou.
O líder parlamentar do CDS-PP anunciou que o partido entregou no parlamento um voto de condenação ao “ataque extremista e criminoso contra famílias na Marcha pela Vida”.
“E agora iremos ver aqueles que condenam a violência em todas as circunstâncias e aqueles que preferem ignorar a violência sempre que isso lhes é conveniente”, afirmou.
Núncio lamentou que o episódio não tenha tido “o destaque devido” no meio “político e no meio mediático” e afirmou que “se um homem de 39 anos tivesse lançado um cocktail molotov para uma marcha trans, acompanhada por deputados da esquerda e da extrema-esquerda, há três dias que estas notícias abriam os telejornais de todas as televisões”.
“O extremismo violento e criminoso alegadamente da extrema-esquerda é tão condenável como o extremismo violento e criminoso vindo do outro lado político. O ódio, o radicalismo e a violência política têm que ser combatidos de todas as formas, de igual forma, venham de onde vier”, sustentou, rejeitando “dois pesos e duas medidas”.
O deputado do CDS-PP disse também que estes episódios não intimidam o partido, que vai continuar “o combate ao wokismo” em “todas as frentes”.
FM // PSC
Lusa/Fim
