
Lisboa, 01 mar 2025 (Lusa) — O CDS-PP considerou hoje que se houver uma crise polÃtica “será da inteira responsabilidade da oposição”, desafiando esses partidos a clarificarem se querem eleições antecipadas num momento mundial preocupante.
Paulo Núncio, lÃder parlamentar do CDS-PP, um dos partidos que suporta o Governo de LuÃs Montenegro, defendeu esta noite que “o primeiro-ministro deu todas as explicações ao paÃs” e que “não há nenhuma razão para uma crise polÃtica”, algo que os portugueses não querem que aconteça.
“A acontecer uma crise polÃtica, esta crise será da inteira responsabilidade da oposição”, considerou, apontando “um momento polÃtico muito favorável” em Portugal.
Reafirmando “o total apoio ao Governo”, Núnciou considerou que “é tempo de as oposições clarificarem se desejam uma crise polÃtica e eleições antecipadas”, numa altura “em que o mundo vive momentos difÃceis, preocupantes e potenciadores de instabilidade”.
“Compete então ao PS e à IL dizerem se se colocarão do lado do PCP e previsivelmente do Chega, trazendo a Portugal uma instabilidade totalmente irresponsável”, desafiou, considerando que é da sua decisão que vai depender o futuro da legislatura.
O primeiro-ministro admitiu hoje avançar com uma moção de confiança ao Governo se os partidos da oposição não esclarecerem se consideram que o executivo “dispõe de condições para continuar a executar” seu o programa.
“Em termos polÃticos e governativos, insto daqui os partidos polÃticos, representados na Assembleia da República, a declarar sem tibiezas se consideram, depois de tudo o que já foi dito e conhecido, que o Governo dispõe de condições para continuar a executar o programa do Governo, como resultou há uma semana da votação da moção de censura”, declarou LuÃs Montenegro, na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.
O primeiro-ministro afirmou que, “sem essa resposta, a clarificação polÃtica exigirá a confirmação dessas condições no parlamento, o que, por iniciativa do Governo, só pode acontecer com a apresentação de uma moção de confiança”.
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