
Lisboa, 25 dez 2022 (Lusa) — O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, acusou hoje o primeiro-ministro de desvalorizar, na mensagem de Natal, o “momento difÃcil” que os portugueses atravessam e de não dar as explicações que “o paÃs aguarda”.
Numa nota enviada à Lusa, Nuno Melo critica a mensagem de António Costa, atribuindo ao chefe do executivo quatro cognomes: “o esbanjador”, “o ‘eutanasiador’ da Constituição”, “o cobrador de impostos” e “o responsável pela emigração dos jovens”.
“A mensagem de Natal do primeiro-ministro desvalorizou o momento difÃcil que os portugueses vivem e não deu as explicações que o paÃs aguarda”, afirma o centrista.
A reprivatização da TAP e a indemnização da companhia área à nova secretária de Estado do Tesouro, Alexandra Reis, são os principais argumentos do presidente do CDS-PP para considerar António Costa “o esbanjador”.
“O CDS entende que sobre este caso em concreto [da indemnização a Alexandra Reis], o primeiro-ministro tinha que ter dado hoje as explicações que vem negando ao paÃs”, disse.
Nuno Melo, que apelida o primeiro-ministro de “eutanasiador da Constituição”, sublinha que “a mensagem do primeiro-ministro aconteceu poucos dias depois de a Constituição da República Portuguesa ter sido “‘eutanasiada’ em plena quadra natalÃcia”.
“O facto, pela gravidade, deve ser sublinhado, sendo que o CDS deposita grandes esperanças na intervenção do Presidente da República em conformidade não só com os valores da dignidade humana, mas também com a violação grosseira da Constituição”, assinala.
O presidente dos centristas atribui ainda o cognome “António Costa, o cobrador de impostos”, ao primeiro-ministro, justificando que o discurso “desvaloriza, de forma inaceitável, o momento particularmente difÃcil que a maioria dos portugueses vive, enquanto o Governo não toma decisões fundamentais para auxÃlio das famÃlias e das empresas e em linha com a maior parte dos paÃses europeus”.
“Pelo contrário, o Governo persiste num modelo errado que assenta em mais despesa e mais dÃvida, à custa dos impostos confiscatórios sobre quem trabalha, asfixiando a classe média cada vez mais reduzida e com rendimentos disponÃveis exÃguos e retirando competitividade à s empresas”, aponta.
Nuno Melo responsabiliza ainda António Costa pela emigração dos jovens, defendendo que este “não trouxe qualquer nota digna de registo em relação aos jovens, que na esmagadora maioria dos casos sobrevivem com rendimentos inferiores a 900 euros e cada vez mais são obrigados a sair de Portugal para sobreviver com dignidade”.
O primeiro-ministro considerou hoje, na sua mensagem de Natal, que há razões para os portugueses terem confiança, apesar do cenário de incerteza internacional, salientando que a trajetória de redução do défice e da dÃvida coloca Portugal “ao abrigo das turbulências do passado”.
Para o lÃder do executivo, as três palavras que melhor exprimem o que se deseja nesta época do ano são a paz, a solidariedade e a confiança.
Na sua perspetiva, há razões para os portugueses terem confiança.
“Confiança é o que o nosso paÃs nos garante hoje, quando tanta incerteza nos rodeia no cenário internacional. Confiança no futuro, pelo que estamos a fazer no presente”, defendeu.
Segundo António Costa, a solidariedade com que os portugueses têm conseguido, “em conjunto, e lado a lado, enfrentar os desafios que os tempos exigentes colocam”, dá “confiança na mobilização de todos em torno dos desafios estratégicos: reduzir as desigualdades, acudir à emergência climática, assegurar a transição digital e vencer o desafio demográfico”.
AAT (PMF) // MLS
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