
Lisboa, 19 set 2023 (Lusa) — A perÃcia neurológica ao ex-presidente do Banco EspÃrito Santo (BES), Ricardo Salgado, foi agendada pelo Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) para 28 de setembro, na sequência da decisão do tribunal no âmbito do processo EDP.
Fonte ligada ao processo confirmou à Lusa a marcação do procedimento ao ex-banqueiro para 28 de setembro, que tinha sido pedido devido ao diagnóstico de doença de Alzheimer que lhe foi atribuÃdo e que tinha sido invocado em vários processos.
A defesa do ex-banqueiro já tinha exigido uma perÃcia neurológica a Ricardo Salgado, mas só o tribunal cÃvel de Cascais é que tinha autorizado em março a sua realização, embora a mesma não se tivesse ainda concretizado. Na última semana, a juÃza Ana Paula Rosa, do JuÃzo Central Criminal de Lisboa, acedeu ao pedido dos advogados do antigo presidente do BES e validou a realização da perÃcia ao abrigo do Caso EDP.
“Por se afigurar relevante para a boa decisão da causa, determina-se a realização de uma perÃcia colegial da especialidade do foro neurológico ao arguido Ricardo Salgado (…), a realizar pelo Instituto de Medicina Legal”, pode ler-se no despacho de 12 de setembro da magistrada, que deixou ainda expresso o pedido ao INML para marcação da perÃcia “com a máxima urgência”.
A defesa de Ricardo Salgado tinha igualmente solicitado que o julgamento apenas se iniciasse após a realização da perÃcia neurológica, mas o tribunal rejeitou a pretensão dos advogados Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce “por se entender que a perÃcia não se afigura absolutamente indispensável ao inÃcio da audiência de julgamento”, que ficou agendada para 03 de outubro.
Contactada pela Lusa, a defesa do antigo presidente do Banco EspÃrito Santo (BES) não quis fazer comentários.
Ricardo Salgado vai a julgamento no Caso EDP por um crime de corrupção ativa para ato ilÃcito, um crime de corrupção ativa e outro de branqueamento de capitais.
No processo são ainda arguidos o ex-ministro da Economia Manuel Pinho, acusado de um crime de corrupção passiva para ato ilÃcito, outro de corrupção passiva, um crime de branqueamento de capitais e um crime de fraude fiscal, bem como a mulher do antigo governante, Alexandra Pinho, a quem é imputado um crime de branqueamento e outro de fraude fiscal.
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