
Luanda, 21 jan 2022 (Lusa) — A CASA-CE, segunda força da oposição angolana, decidiu concorrer coligada nas eleições gerais deste ano e aceitar o pedido de retirada do Bloco Democrático da coligação, de forma total e não parcial, como solicitado.
A decisão foi tomada na primeira reunião ordinária do Colégio Presidencial da Convergência Ampla de Salvação de Angola — Coligação Eleitoral (CASA-CE), a que a agência Lusa teve hoje acesso.
As lideranças dos seis partidos polÃticos que compõem a CASA-CE estiveram hoje reunidas em Luanda, para refletir a vida interna da coligação, tendo reafirmado a sua confiança no seu lÃder, Manuel Fernandes.
Relativamente ao pedido do Bloco Democrático, feito em novembro de 2021, a coligação decidiu pela sua retirada total, “no sentido de permitir que ambas as forças polÃticas preparem com o máximo de liberdade e autonomia a sua participação nas próximas eleições gerais”.
Em causa está a participação do Bloco Democrático no projeto polÃtico Frente Patriótica Unida, que junta forças polÃticas como a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e o polÃtico Abel Chivukuvuku, lÃder do projeto polÃtico PRA-JA Servir Angola.
Na altura, a CASA-CE deliberou pela suspensão da participação polÃtica do Bloco Democrático na coligação até 2022, manter a sua participação no grupo parlamentar, e depois apreciar a manutenção dos direitos adquiridos como membro, no mandato 2017-2022.
Na reunião de hoje, o Colégio Presidencial da CASA-CE decidiu manter para o dia 31 deste mês a data para realização do ato de abertura do ano polÃtico 2022, em sede do qual os partidos polÃticos membros da coligação, representados pelos seus presidentes deverão renovar o pacto para a sua participação em coligação nas eleições gerais de agosto.
A terceira força polÃtica do paÃs apela a todos os militantes e quadros da CASA-CE “a manterem-se firmes, serenos, engajados e atentos a todas manobras que visam descredibilizar a organização e todo o esforço empreendido pela sua liderança em prol de uma participação responsável, positiva e airosa nas eleições gerais de agosto próximo”.
A CASA-CE, força polÃtica criada em 2012, com Abel Chivukuvuku, antigo dirigente da UNITA, na liderança, integra o Partido Nacional de Salvação de Angola (PNSA), o Partido de Aliança Livre de Marioria Angolana (PALMA), o Partido PacÃfico Angolano (PPA), o Partido de Apoio para a Democracia e Desenvolvimento de Angola — Aliança Patriótica (PADDA-AP), o Partido Democrático para o Progresso e Aliança Nacional de Angola (PDP-ANA).
NME // PJA
Lusa/Fim



