
Washington, 28 abr 2025 (Lusa) – A Casa Branca justificou hoje a decisão de deportar três crianças menores de 07 anos com cidadania norte-americana, bem como as mães sem documentos, a residir nos Estados Unidos.
“Se decidimos ter um filho cidadão americano, sabendo que estamos ilegalmente neste paÃs, colocamo-nos nessa situação. Colocam a vossa famÃlia nessa situação”, afirmou Tom Homan, responsável pela supervisão da segurança das fronteiras e da deportação de migrantes ilegais, conhecido como ‘czar’ das fronteiras, em conferência de imprensa.
Homan acrescentou que as mães pediram à s autoridades para deportarem os filhos, salientando que se as crianças tivessem ficado nos EUA sem as mães, a administração teria sido criticada por separar as famÃlias.
“Elas não foram deportadas. Não deportámos cidadãos americanos. Foram os pais que tomaram a decisão, não o Governo dos EUA”, disse.
De acordo com a União Americana das Liberdades Civis (ACLU), o Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE) de Nova Orleães (estado de Luisiana) manteve as famÃlias quase incomunicáveis, ao recusar ou não responder a múltiplas tentativas de contacto por parte de advogados e familiares.
As duas mães eram candidatas a um auxÃlio à imigração, mas como o ICE negou o acesso aos advogados não obtiveram aconselhamento atempado.
Ativistas exigiram que o ICE devolvesse as mães ao paÃs para que pudessem ter direito a um processo justo.
A 14.ª Emenda da Constituição dos EUA garante que todas as pessoas nascidas em solo norte-americano têm a cidadania garantida, independentemente do estatuto dos pais, regra que tem sido contestada pelo Presidente do paÃs, Donald Trump.
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