
Luanda, 17 jul 2021 (Lusa) — O primeiro-ministro, António Costa, recusou-se hoje a comentar o processo judicial que envolve o ex-presidente do Benfica LuÃs Filipe Vieira, salientando a tese de que os julgamentos se fazem nos tribunais e não no espaço público.
Em declarações aos jornalistas, à margem da XIII Cimeira da Comunidade dos PaÃses de LÃngua Portuguesa (CPLP), que decorre em Luanda, António Costa foi questionado se está arrependido de ter pertencido à Comissão de Honra da lista da candidatura de LuÃs Filipe Vieira nas últimas eleições para a presidência do Benfica.
“É um assunto sobre o qual não vou falar. Os assuntos que estão na justiça estão na justiça”, respondeu o lÃder do executivo.
António Costa afirmou apenas que confia no funcionamento da justiça, como acha “que todos devemos confiar”.
“O primeiro princÃpio e a melhor forma de demonstrar a confiança na justiça é deixar os julgamentos serem feitos nos sÃtios próprios. E os sÃtios próprios são os tribunais e não no espaço público”, respondeu.
O empresário e presidente do Benfica LuÃs Filipe Vieira foi um dos quatro detidos numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuÃzos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.
Vieira, que está em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros, e proibido de sair do paÃs, está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.
Segundo o Ministério Público, o empresário provocou prejuÃzos ao Novo Banco de, pelo menos, 45,6 milhões de euros, compensados pelo Fundo de Resolução.
No mesmo processo foram detidos, para primeiro interrogatório judicial, o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, todos indiciados por burla, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal.
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