
Lisboa, 18 jul 2025 (Lusa) — O secretário-geral do PS assumiu hoje o objetivo de ganhar a Câmara de Lisboa e considerou a candidatura de Alexandra Leitão “uma escolha acertadÃssima”, recusando o “vazio completo” e a “ladainha” de Carlos Moedas quando faz acusações de radicalismo.
“Estou aqui com o sentido da responsabilidade e da convicção. Da responsabilidade porque temos uma candidata que representa o que de mais capaz, mais competente, mais dedicado ao serviço público temos no PS, que é a Alexandra Leitão”, disse José LuÃs Carneiro aos jornalistas à chegada à cerimónia de assinatura do acordo de coligação entre PS, Livre, BE e PAN para as autárquicas em Lisboa, que decorreu no miradouro de São Pedro de Alcântara.
Questionado sobre se a cabeça de lista foi uma boa escolha – uma vez que foi feita pelo seu antecessor na liderança, Pedro Nuno Santos — o secretário-geral do PS respondeu: “é uma escolha acertadÃssima, e com qualidades humanas, cÃvicas e polÃticas que já deram prova no serviço ao paÃs”.
“É uma personalidade do melhor que o Partido Socialista tem e portanto é, para nós, uma honra ter uma candidata deste calibre”, disse.
Carneiro assumiu que ganhar Lisboa nas autárquicas de 12 de outubro é “um objetivo polÃtico”, bem como vencer em cidades como Porto, Coimbra ou Braga.
“Mantermos o Partido Socialista como o grande partido do poder local democrático, esse é o nosso objetivo”, enfatizou, assegurando que não é por uma questão de poder não, mas porque “o poder deve estar ao serviço das boas polÃticas”.
Segundo o lÃder do PS, Alexandra Leitão, “além das suas qualidades humanas, cÃvicas e polÃticas, tem as prioridades certas”, e por isso “não vale a pena vir cá com essa conversa, aliás vazia, do radicalismo”.
“Isso não é nada, isso é um vazio completo”, criticou, numa referência à s crÃticas de radicalismo que têm sido feitas pelo presidente da Câmara e recandidato, Carlos Moedas.Â
Para Carneiro, estas acusações são “uma ladainha que não diz nada à s pessoas”.
“O que diz à s pessoas é ter alguém que se preocupa com as suas vidas concretas, e que se preocupa em melhorar as suas vidas concretas, é disso que estamos a falar quando falámos do projeto do Partido Socialista para Lisboa”, assegurou.
Quanto ao facto de PCP ter ficado de fora desta coligação de esquerda, o lÃder do PS respondeu que se juntaram “as vontades daqueles que a quiseram ter”.
“Foram aqueles que deram as mãos, que se encontraram, que dialogaram há vários meses com a Alexandra Leitão, e todos aqueles que quiseram estar estão nesta partilha de uma responsabilidade comum, de um dever comum com a cidade”, disse.
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