
Viana do Castelo, 24 fev 2026 (Lusa) – O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, respondeu hoje, em Viana do Castelo, aos críticos da sua liderança que “não falta espaço de participação política para todos quantos querem contribuir positivamente para uma alternativa política a este Governo”.
Um grupo de militantes socialistas criticou hoje “os prazos apertados” para o próximo Congresso Nacional do PS e defendeu “mais tempo” para a preparação, apontando uma “estagnação do partido” e a ausência de debate interno.
José Luís Carneiro, que falava aos jornalistas antes de entrar para um encontro com militantes e simpatizantes, em Viana do Castelo, no âmbito da sua recandidatura a secretário-geral do Partido Socialista, com o lema “Contamos Todos”, disse que o grupo de militantes “são camaradas” de quem gosta muito.
“Há mais de 30 anos que conheço estes camaradas por quem tenho muita estima e não quero agora estar a tratar desse assunto”, respondeu, antes de iniciar a sessão com cerca de 150 militantes.
À insistência dos jornalistas, José Luís Carneiro respondeu que “não falta espaço de participação política para todos quantos querem contribuir positivamente para uma alternativa política a este Governo” e adiantou que só na quinta-feira se saberá se será ou não único candidato à liderança do PS.
“Para nós o mais importante é discutir com as pessoas. A uma sala cheia de pessoas do Partido Socialista. Estive durante a tarde com pessoas independentes, da sociedade civil para que todos possam ter um espaço de participação e de construção nas propostas que visam servir o país”, sublinhou.
O secretário-geral do PS escusou-se a comentar mais um adiamento, para 06 de março, das eleições para o Conselho de Estado, Provedor de Justiça e Tribunal Constitucional.
Sobre o novo ministro da Administração Interna disse que são assuntos que não lhe dizem respeito e que dizem respeito ao primeiro-ministro que foi ele quem escolheu o Luís Neves.
José Luís Carneiro quis realçar o objetivo da sua presença em Viana do Castelo, relacionada “com os investimentos públicos na valorização das infraestruturas rodoviários, ferroviárias, nomeadamente, o TGV, com prioridade para a ligação Lisboa, Porto, Braga e Vigo (Espanha) e, depois o investimento na economia do mar e, na capacitação do porto de mar” da capital do Alto Minho.
“Há hoje necessidades portuárias para que o país consiga fazer face ao crescimento da economia, quer do ponto de vista das exportações, quer das importações e porto de Viana do Castelo é muito relevante e que deve ganhar maior prioridade política nos investimentos previstos para o futuro”, sustentou.
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