
Viseu, 28 mar 2026 (Lusa) — O secretário-geral do PS acusou hoje o Governo de estar a falhar na resposta ao aumento do custo de vida devido à guerra no Médio Oriente, insistindo na necessidade de medidas “mais robustas”.
“Eu estou convencido de que o Governo está de novo a falhar, a ser parco, a ser escasso na resposta que está a dar ao custo de vida das pessoas”, criticou José LuÃs Carneiro, à chegada ao segundo dia do 25.º Congresso do PS, que decorre até domingo, em Viseu.
Depois de ter avançado com quatro propostas no seu discurso de abertura na sexta-feira para fazer face aos aumentos de preços no paÃs, Carneiro insistiu na necessidade de medidas “mais robustas”.
“O Governo adotou medidas que do nosso ponto de vista foram insuficientes. Nós propusemos mesmo que houvesse uma redução de 10% do IVA para todos os bens afetados, fossem combustÃveis, fossem bens alimentares, mas que mexem com toda a nossa economia. O Governo disse também que a nossa proposta era inadequada”, lamentou, insistindo no exemplo de Espanha.
Carneiro salientou que as propostas do PS estão longe dos 150 milhões por mês anunciados pelo Governo, para fazer face ao aumento dos combustÃveis. Em sentido contrário à s propostas socialistas, na sexta-feira, após a reunião de Conselho de Ministros, LuÃs Montenegro afirmou que “não está em cima da mesa nenhuma intervenção ao nÃvel do IVA”, nem nos combustÃveis, nem no cabaz alimentar.
O lÃder dos socialistas argumentou que as suas propostas não afetarão o equilÃbrio das contas públicas nem as responsabilidades orçamentais.
“O Governo, do meu ponto de vista, e por isso é que ontem aqui voltei a reiterar, deve tomar medidas que sejam medidas mais robustas, mais capazes de responder particularmente ao aumento com os custos relativos aos combustÃveis e ao gás e relativos, também ao aumento com os bens alimentares essenciais”, sublinhou.
Na sexta-feira, o lÃder socialista avançou com quatro propostas: IVA zero nos produtos alimentares essenciais, a redução de 23% para 13% no IVA dos combustÃveis e do gás, a duplicação do consumo de energia tributada a 6% e a isenção de ISP sobre o gasóleo para a agricultura.
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