
Lisboa, 03 jul 2021 (Lusa) – O presidente do PS, Carlos César, considerou hoje “imoral” que os partidos tentem “retirar vantagens polÃticas” do acidente de viação que envolveu o carro do ministro da Administração Interna, defendendo que não é um “evento politizável”.
“Uma coisa é a avaliação polÃtica que os partidos, as personalidades, os analistas, os dirigentes polÃticos podem fazer do desempenho de um ou de outro membro do Governo. Naturalmente que em todos os governos há aqueles que são mais criticados, menos criticados ou por estarem mais presentes ou por estarem ausentes, ou por gerirem processos mais complexos ou até por cometerem erros”, começou por dizer o dirigente, que ressalvou estar a fazer uma “apreciação mais pessoal do que como presidente do PS”.
Carlos César falava na sede do PS, em Lisboa, no final de uma reunião da Comissão Nacional do partido, e foi questionado sobre a discussão polÃtica em torno do atropelamento mortal de um trabalhador na A6, há duas semanas, e que envolveu o carro onde seguia o ministro Eduardo Cabrita.
“Agora, o que me parece inacreditável, custa mesmo a ouvir, é fazer crÃticas a um ministro com base num incidente do qual resultou uma morte e no qual evidentemente o ministro não pode estar envolvido enquanto titular de um cargo polÃtico. E portanto não pode tratar-se de um evento politizável e utilizado para tentar daà retirar vantagens polÃticas”, defendeu.
“É mesmo imoral fazê-lo”, criticou ainda Carlos César.
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