
Lisboa, 12 jul (Lusa) — A capacidade de financiamento da economia portuguesa foi de 1,4% do PIB no ano terminado no primeiro trimestre de 2018, refletindo a poupança das sociedades financeiras e dos particulares, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
“A capacidade de financiamento da economia refletiu a poupança financeira das sociedades financeiras e dos particulares, respetivamente de 2% e 1,4% do PIB. Esta poupança foi mais do que suficiente para satisfazer as necessidades de financiamento das sociedades não financeiras e das administrações públicas, que atingiram, respetivamente, 1,4% e 0,7% do PIB”, refere.
Segundo o BdP, os ativos financeiros lÃquidos dos particulares e das sociedades financeiras apresentaram um aumento homólogo de, respetivamente, 2,0 e 1,4 pontos percentuais do PIB, refletindo, para além da poupança financeira, as variações nos preços dos ativos financeiros e dos passivos.
As sociedades não financeiras, por sua vez, registaram uma redução do valor negativo dos seus ativos financeiros lÃquidos de 1,4 pontos percentuais do PIB, decorrente do aumento do PIB.
As administrações públicas foram o único setor a evidenciar uma redução dos ativos financeiros lÃquidos, tendo diminuÃdo 6 pontos percentuais do PIB face ao perÃodo homólogo.
No final do primeiro trimestre de 2018, a economia portuguesa tinha uma posição financeira lÃquida face ao resto do mundo de -106,7% do PIB, o que compara com -105,8% do PIB registados no final do primeiro trimestre de 2017.
Nas estatÃsticas de emissões de tÃtulos de dÃvida e de ações relativas a maio de 2018, o BdP diz que, em maio, as emissões lÃquidas (emissões brutas deduzidas de amortizações) de tÃtulos por residentes totalizaram 0,9 mil milhões de euros.
“Este montante é explicado, maioritariamente, pelas emissões lÃquidas positivas de ações, no valor de 0,7 mil milhões de euros”, refere.
Por setor institucional, destacou-se o setor das sociedades não financeiras, com emissões lÃquidas positivas de 0,8 mil milhões de euros, o valor mais elevado da série desde maio de 2017.
O saldo de tÃtulos emitidos por residentes totalizou 465,1 mil milhões de euros, reduzindo 1,4 mil milhões de euros face a abril de 2018.
“Este decréscimo deveu-se, maioritariamente, à desvalorização dos tÃtulos de dÃvida das administrações públicas, no valor de 3,0 mil milhões de euros, que mais do que compensou as emissões lÃquidas positivas no mês”, justifica.
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