
Lisboa, 03 jul (Lusa) — As cantinas e refeitórios escolares concessionados a privados têm uma avaliação média de “bom” em termos gerais, indica um relatório do Ministério da Educação divulgado hoje, segundo o qual a opção por refeições vegetarianas é pouco expressiva.
O relatório com a avaliação do funcionamento das cantinas e refeitórios refere que foram registadas no perÃodo da avaliação, entre setembro de 2017 e maio deste ano, 854 reclamações, num universo de mais de 26 milhões de refeições servidas nas escolas públicas das regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. O Algarve não tem refeitórios concessionados.
No documento, hoje publicado na página da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, explica-se que para implementar o Plano Integrado de Controlo da Qualidade e Quantidade das Refeições Servidas nos Estabelecimentos Públicos de Ensino foram criadas equipas regionais de fiscalização, que pediram à s empresas a correção de irregularidades, concluindo-se que tal resultou na “melhoria do serviço de refeições”.
Foram servidas, nas visitas à s escolas, cerca de 165.000 refeições de prova, que mereceram uma avaliação média de “Bom” em todos os itens avaliados (confeção, qualidade dos produtos, apresentação do serviço, apresentação do pessoal, eficiência e higiene), refere o relatório.
De setembro a maio foram servidas refeições por entidades externas em 776 refeitórios, com uma média diária de 170.000 refeições. Desses refeitórios 381 pediram a opção vegetariana (49%). De um total de 26.514.879 refeições, foram vegetarianas 154.029.
Com as principais reclamações ligadas ao rácio do pessoal e à qualidade e quantidade dos alimentos, nas análises microbiológicas os maus resultados foram “insignificantes” e incidiram “unicamente sobre higiene”, situações que “não tiveram qualquer repercussão na saúde” dos utilizadores, diz-se também no relatório hoje divulgado.
O documento refere que as mais de 26 milhões de refeições servidas no perÃodo em análise custaram quase 38 milhões de euros.
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