Canadá revê cidadania por descendência

Foto: ENVATO

O Canadá suspendeu temporariamente a validação de alguns processos de cidadania por descendência, após a detecção de falhas na análise de documentos.

Em causa estão dezenas de pessoas já reconhecidas como cidadãos, que receberam cartas a indicar a devolução dos certificados emitidos, enquanto decorre uma revisão dos processos.

Segundo o departamento de imigração, o objetivo passa por garantir que todos os pedidos cumprem a lei e seguem critérios de avaliação rigorosos. Durante este período, os afetados mantêm autorização para trabalhar no país, mas ficam impedidos de utilizar passaportes canadianos.

A situação surge após alterações legislativas em vigor desde 15 de dezembro de 2025, que permitem o acesso à cidadania a pessoas com ascendência canadiana comprovada ao longo de várias gerações.

No entanto, a exigência de provas documentais mais rigorosas levanta debate. A ministra da Imigração, Lena Diab, defende que registos genealógicos, incluindo plataformas online, não bastam por si só para comprovar a ligação ao país.

Especialistas contestam esta posição e referem que muitos arquivos oficiais estão disponíveis em plataformas digitais, desde que exista identificação clara da fonte original.

Os novos critérios já levaram a alterações nas orientações administrativas, com maior exigência na validação de documentos históricos.

Apesar da controvérsia, o governo garante que os candidatos terão oportunidade de apresentar documentação adicional. Caso a ligação ao país seja confirmada, os certificados de cidadania serão restituídos.

O processo levanta dúvidas sobre a uniformização dos critérios aplicados e o impacto nas famílias que já tinham iniciado uma nova vida no Canadá.