
Os novos dados de um relatório da Statistics Canada, divulgado a 3 de abril, indicam que o Canadá entrou num défice comercial inesperado em fevereiro. Contudo, tanto as exportações como as importações mantiveram-se em nÃveis quase recorde, enquanto as empresas construÃam inventários nos Estados Unidos da América (EUA) para tentar minimizar o impacto das tarifas.
A Statistics Canada disse que o défice comercial do paÃs em fevereiro foi de 1,52 mil milhões de dólares, abaixo do excedente máximo de 32 meses de 3,13 mil milhões em janeiro.
As oscilações, segundo a agência de estatÃsticas canadiana, deveram-se ao impulso que o comércio de mercadorias do Canadá ganhou desde novembro, à medida que a ameaça de tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, se tornou mais real.
As constantes e inúmeras ameaças de tarifas forçaram as empresas, especialmente nos EUA, a acumular stocks, o que se refletiu nas estatÃsticas comerciais do Canadá. O excedente do paÃs com os EUA e o excedente global do Canadá aumentaram durante três meses consecutivos, atingindo um recorde em janeiro.
As exportações totais em fevereiro caÃram 5.5% para 70.11 mil milhões, segundo a Statistics Canada. No entanto, apesar da queda, as exportações de fevereiro foram as segundas maiores desde maio de 2022.
As exportações diminuÃram em 10 das 11 secções de produtos, mas não compensaram os ganhos dos meses anteriores.
As exportações de produtos energéticos, com uma queda de 6,3%, registaram a maior queda em fevereiro, a primeira queda desde setembro de 2024.
Embora as exportações de veÃculos motorizados e peças tenham caÃdo 8,8% em fevereiro, à exceção do mês de janeiro, mantiveram-se as mais elevadas dos últimos 12 meses.
As exportações para os EUA caÃram 3,6%, mas ainda representavam quase 80% do total das exportações do Canadá em fevereiro.
Quanto às importações, continuaram a sua marcha ascendente pelo quinto mês consecutivo e aumentaram 0,88% para 71,63 mil milhões de dólares canadianos, segundo a Statistics Canada.
As importações dos EUA aumentaram 2,5%, ou 63% do total das importações.



