
O Canadá encontra-se numa fase decisiva das negociações comerciais com os Estados Unidos, após a imposição de tarifas pela administração de Donald Trump.
As conversações decorrem no âmbito da revisão do acordo CUSMA e envolvem setores estratégicos como o aço, o alumínio, os automóveis e a madeira.
Apesar da forte dependência do mercado americano, especialistas consideram que o Canadá mantém capacidade de influência nestas negociações.
Entre os principais trunfos está o fornecimento de energia, com os Estados Unidos a dependerem significativamente do petróleo canadiano, bem como os minerais críticos, essenciais para a indústria tecnológica e de defesa.
Outro fator relevante é o investimento canadiano na economia americana, nomeadamente através de fundos de pensões, que representam valores muito elevados.
Além disso, o Canadá continua a ser um dos principais mercados para produtos e serviços dos Estados Unidos, reforçando a interdependência económica entre os dois países.
Perante este cenário, o governo liderado por Mark Carney procura garantir condições mais favoráveis e proteger a economia nacional.
As negociações decorrem num contexto internacional marcado por tensões comerciais e incerteza económica.
O desfecho poderá ter impacto direto na economia canadiana, no emprego e no custo de vida.
