
O Governo canadiano anunciou que, em 2025, gastou cerca de 2% do PIB em defesa, cumprindo o compromisso assumido com a NATO. Este marco histórico coloca o Canadá ao nível dos principais aliados europeus, que intensificaram o investimento militar nos últimos anos.
A meta foi antecipada pelo primeiro-ministro Mark Carney, que avançou o calendário inicialmente definido pelo governo de Justin Trudeau. Segundo estimativas da NATO, Ottawa despendeu pouco mais de 63 mil milhões de dólares canadianos, garantindo que cumpre a exigência da aliança e reduz a dependência das forças norte-americanas.
O contexto internacional torna esta medida ainda mais significativa. Com a guerra na Ucrânia a entrar no quarto ano e o isolacionismo crescente dos Estados Unidos, líderes europeus e canadianos sublinham a necessidade de reforçar a defesa convencional. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, destacou que todos os membros da aliança cumpriram a meta, impulsionados também pela retórica de Donald Trump sobre os “free riders”.
Especialistas salientam que alcançar 2% do PIB é apenas o primeiro passo de um percurso que exigirá manutenção de elevados níveis de investimento militar, modernização das forças armadas e planos de longo prazo. O Governo canadiano comprometeu-se ainda a atingir 5% do PIB até 2035, reforçando o papel estratégico do país na NATO e a sua contribuição para a segurança coletiva internacional.
Este marco histórico posiciona o Canadá como líder no seio da aliança, enviando uma mensagem clara sobre o empenho do país na defesa coletiva, num cenário global marcado por tensões geopolíticas e desafios de segurança sem precedentes.
