Canadá aposta na China para acelerar transição energética

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O Canadá pretende aprofundar a cooperação com a China na área das tecnologias limpas, numa aposta que poderá acelerar a transição energética e abrir novas oportunidades para as empresas canadianas.

Nos últimos meses, o Governo de Mark Carney intensificou o diálogo com Pequim sobre setores como os veículos elétricos, baterias, energia solar, energia eólica e sistemas de armazenamento de energia.

Entre as medidas anunciadas está a autorização para a entrada limitada de veículos elétricos fabricados na China. O objetivo passa por incentivar parcerias industriais, promover a partilha de conhecimento e atrair investimento para o setor das energias limpas.

Especialistas defendem que esta aproximação poderá ajudar o Canadá a acompanhar a transformação energética em curso a nível mundial. Atualmente, a China lidera a produção global de painéis solares, turbinas eólicas, baterias e veículos elétricos.

O interesse canadiano estende-se também aos minerais críticos, como cobre, cobalto e crómio, essenciais para o fabrico de equipamentos ligados às energias renováveis e à mobilidade elétrica.

Apesar das oportunidades, esta estratégia levanta dúvidas na indústria automóvel e entre alguns especialistas, que alertam para os desafios relacionados com a concorrência, a segurança tecnológica e a proteção de dados.

Ainda assim, o Governo canadiano considera que uma cooperação equilibrada poderá reforçar a competitividade do país, diversificar as relações comerciais e apoiar a transição para uma economia de baixo carbono.

A aproximação entre Ottawa e Pequim poderá marcar uma nova etapa na política económica e energética do Canadá, conciliando crescimento económico, inovação e sustentabilidade.