
Madrid, 12 abr 2019 (Lusa) — A campanha para as eleições gerais espanholas de 28 de abril próximo, a terceira consulta em menos de quatro anos para tentar encontrar uma solução para a instabilidade polÃtica criada pela fragmentação partidária, começa oficialmente hoje.
A pouco mais de duas semanas da ida à s urnas, o PSOE (socialista) aparece à frente das sondagens, com cerca de 30% das intenções de voto, mas há mais quatro partidos polÃticos que podem aspirar a ter mais de 10% da votação.
Com mais de 40% de eleitores a afirmarem estar indecisos quanto ao partido em que vão votar, o resultado final é muito incerto, assim como a polÃtica de alianças pós-eleitorais.
As sondagens indicam que o PSOE poderia aspirar a Governar tanto com o Unidas Podemos (coligação de extrema-esquerda) como com o Cidadãos (direita-liberal), que no entanto já recusou fazer qualquer aliança pós-eleitoral com os socialistas chefiados pelo atual primeiro-ministro, Pedro Sánchez, e aposta tudo na tentativa de liderar um bloco de partidos de direita.
A questão da Catalunha deverá estar muito presente nas duas semanas de campanha eleitoral oficial, com os partidos independentistas daquela comunidade autónoma espanhola, que apoiaram a solução governativa anterior, a aparecer agora como “não essenciais” para a nova maioria que irá governar o paÃs.
Na consulta de 28 de abril vai fazer a sua aparição em força o partido de extrema-direita Vox, uma cisão do PP, que as sondagens indicam que poderá ter até cerca de 12% dos votos.
Nas eleições de 28 de abril, os espanhóis vão eleger as Cortes-Gerais, 350 membros do Congresso dos Deputados (parlamento, câmara baixa) e 266 do Senado (câmara alta).
Os deputados do Congresso dos Deputados são eleitos pelo método de Hondt aplicado em 52 circunscrições eleitorais: 50 provÃncias espanholas e duas cidades autónomas (Ceuta e Melila).
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