
Maputo, 09 ago 2023 (Lusa) – Cada famÃlia moçambicana gastou em média, por mês, 8.661 meticais (123,5 euros) em 2022, um aumento de 6,8% face a 2020, segundo dados do Inquérito sobre o Orçamento Familiar (IOF), divulgado hoje em Maputo pelo INE.
De acordo com os dados do estudo do Instituto Nacional de EstatÃstica (INE), este desempenho foi influenciado essencialmente pelos agregados familiares que vivem no meio rural, que passaram de uma despesa média mensal de 5.741 meticais (81,90 euros), em 2019/2020, para 6.680 meticais (95,30 euros), em 2022.
Já a despesa média mensal por cada agregado familiar que vive na área urbana manteve-se praticamente inalterada, em pouco mais de 12.500 meticais (178,30 euros).
Em termos nacionais, a provÃncia de Cabo Delgado, afetada nos últimos cinco anos por ataques terroristas que provocaram mais de um milhão de deslocados, teve a despesa média mensal por famÃlia mais baixa, equivalente a 5.213 meticais (74,40 euros), enquanto as das provÃncias de Maputo, Manica, Sofala, bem como da capital, Maputo, gastaram “acima da média nacional”.
Apesar de liderar destacada, as despesas médias mensais de cada agregado familiar da cidade de Maputo continuam em queda, segundo o indicador IOF, passando de 25.912 meticais (369,5 euros), em 2015, para 19.664 meticais (280,40 euros), em 2020, e para 17.076 meticais (243,50 euros), no ano passado.
Em termos de média nacional, a despesa que mais peso teve em cada famÃlia moçambicana foi relativa a produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, com 3.358 meticais (47,90 euros) por mês, seguida da habitação, água, eletricidade, gás e outros combustÃveis, com 1.489 meticais (21,20 euros) mensais, e os transportes, com 980 meticais (14 euros).
A nÃvel nacional, os dados mostram ainda que, de um modo geral, a estrutura das receitas manteve-se entre 2020 e 2022, sendo a principal fonte de receita dos agregados familiares os respetivos salários (36,4%), seguida do valor do autoconsumo (25,1%) e das vendas de produtos produzidos pela famÃlia (20,4%).
Após a desagregação das receitas por área de residência, os resultados do IOF 2022 “mostram que o fosso entre as receitas da população urbana e da população rural manteve-se ao longo dos dois perÃodos”, com as receitas das famÃlias que vivem na área urbana avaliadas em 13.771 meticais [196,40 euros], quase ao dobro das receitas das que vivem na área rural, de 7.440 meticais [106,1 euros], embora ambas com “um aumento considerável, em relação aos valores apurados” em 2020.
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