
Praia, 09 out 2026 (Lusa) – Cabo Verde passou a ter cinco bancos com “importância sistémica”, mais um que em 2025, sujeitos à constituição de uma reserva de conservação para absorver quaisquer impactos, de acordo com a sua importância, anunciou hoje o regulador.
A Caixa Económica de Cabo Verde (CECV) e o Banco Comercial do Atlântico (BCA) mantêm-se, por esta ordem, como os dois bancos de “elevada importância sistémica”, de acordo com a avaliação atualizada pelo Banco de Cabo Verde (BCV).
Seguem-se o Banco Cabo-verdiano de Negócios (BCN), o Banco Interatlântico (grupo CGD) e o Banco Angolano de Investimentos (BAI) Cabo Verde como bancos de “ligeira importância sistémica”.
De acordo com a regulamentação atualizada, o banco central passa a divulgar até 30 de setembro de cada ano as instituições de crédito classificadas como ‘bancos de importância sistémica a nível doméstico’ (D-SIBs, sigla inglesa).
A classificação é calculada com dados referentes a 31 de dezembro do ano anterior, com base em quatro indicadores: dimensão (35%), interconectividade (20%), substituibilidade (35%) e sentimento doméstico (10%).
O BCV, tal como noutras partes do globo, introduziu a avaliação associada a uma reserva de fundos próprios, para garantir que os bancos acumulam, durante períodos de crescimento, uma base de capitais próprios suficiente para absorver perdas em períodos de esforço.
Este tipo de medidas foi especialmente promovido, a nível global, depois da crise financeira de 2007-2009 para prevenir dificuldades em grandes instituições, de influência relevante nos mercados – aquilo a que se chama de importância sistémica.
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