
Praia, 10 jan 2024 (Lusa) — O número de passageiros que entraram em Cabo Verde por via aérea em 2023 foi o maior de sempre, atingindo 927.651, um aumento de 22% em relação ao ano anterior, anunciou hoje o ministro da Administração Interna.
“Temos hoje o maior número de passageiros entrados alguma vez em Cabo Verde num ano”, sublinhou Paulo Rocha, na sua intervenção no arranque do debate parlamentar no paÃs, na primeira sessão ordinária de janeiro, em que é o interpelado.
Segundo o governante, o número total de passageiros que deram entrada nos quatro aeroportos internacionais do paÃs no ano passado é superior em 8% quando comparado com 2019, ano pré-pandemia da covid-19.
Na mesma intervenção, avançou ainda que o número de cidadãos nacionais e naturais de Cabo Verde que entraram no paÃs no ano passado situou-se em 134.485, mais 8% do que em 2022.
“Temos hoje mais cabo-verdianos, mais naturais e descendentes a virem para Cabo Verde. Somos um paÃs mais acolhedor, com fronteiras reguladas e, acima de tudo, com fronteiras seguras. Somos um paÃs em que os estrangeiros e a nossa diáspora confiam”, enfatizou.
Ainda a nÃvel da segurança interna, o ministro sublinhou a estabilização do número de ocorrências policiais no ano passado, com redução no quarto trimestre, especialmente na cidade da Praia, de quase 7%.
Entre várias outras medidas e metas traçadas pelo Governo, Paulo Rocha destacou a aposta numa polÃtica de segurança urbana, atuando sobre as causas e os fatores de risco, promover o desarmamento e a desestruturação de grupos de delinquentes, pela via da dissuasão, prevenção e reação policial, e diminuir a desordem na via polÃtica e riscos de agressão.
O porta-voz da bancada do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD), partido que suporta do Governo, Euclides Silva, frisou também o que paÃs tem feito “muito”, quer ao nÃvel da organização do setor da segurança interna, quer ao nÃvel social.
E mencionou as medidas de requalificação dos espaços públicos e dos bairros, reforço da iluminação pública, reforço e alargamento do ensino obrigatório e sua gratuitidade, polÃticas de inclusão social, reforço de parcerias com a sociedade civil, igrejas e associações, melhoria das condições para o trabalho policial.
Por sua vez, a representante do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV — o maior na oposição), Carla Lima, criticou o Governo pelo não-cumprimento de promessas feitas na área de segurança desde 2016 e disse que o sentimento de insegurança “cresce todos os dias” no arquipélago.
“Os cabo-verdianos não estão seguros em lado nenhum, a não ser trincafiados em suas casas”, disse a deputada, dando vários exemplos, e pedindo, por isso, dados sobre programas e projetos e impactos sobre polÃticas sociais adotadas pelo Governo.
Já a porta-voz da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, também na oposição), Zilda Oliveira, frisou que, apesar de uma redução de cerca de 6% do número de processos-crimes no ano passado, o paÃs ainda está “aquém do necessário para a desejada paz social” e pediu mais meios para as forças de segurança.
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