
Praia, 06 out 2026 (Lusa) — Cabo Verde reduziu o rácio da dívida em função do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, em relação ao ano anterior, segundo o último boletim estatístico do Ministério das Finanças, consultado hoje pela Lusa.
A dívida do governo central recuou para 93,1% do PIB no segundo trimestre, menos 6,8 pontos percentuais do que um ano antes.
O ‘stock’ global atinge 101% do PIB considerando também a dívida avalizada do setor empresarial do Estado (SEE), mesmo assim, recuando seis pontos percentuais face a 2025.
Na prática, há uma redução do peso relativo, apesar do aumento do valor nominal do ‘stock’ global de dívida para 329,4 mil milhões de escudos (cerca de 2,9 mil milhões de euros), ou seja, mais 3%.
A redução do peso no PIB acompanha o aumento do produto considerado pelo Ministério das Finanças, de 299,1 mil milhões de escudos (2,7 mil milhões de euros) em 2025 para 326,1 mil milhões (2,9 mil milhões de euros) este ano.
Em igual período de 2024, a dívida ascendia a 302,1 mil milhões de escudos (2,7 mil milhões de euros) e representava 109,2% do PIB (133% considerando o SEE).
A dívida externa manteve-se praticamente inalterada em termos nominais, nos 200,7 mil milhões de escudos (1,8 mil milhões de euros), mas o seu peso no PIB baixou de 67,1% para 61,6% num ano.
Já a dívida interna aumentou 4,9%, de 98,2 mil milhões (891 milhões de euros) para 103 mil milhões de escudos (934 milhões de euros), enquanto o peso no PIB diminuiu de 32,8% para 31,6%.
Na dívida externa, os credores multilaterais concentravam no final de junho 65% do total.
A dívida financeira avalizada das empresas públicas aumentou de 21,2 para 25,7 mil milhões de escudos (de 192 para 233 milhões de euros), passando de 7,1% para 7,9% do PIB.
O Ministério das Finanças ressalva que, no caso das empresas do SEE, os dados abrangem apenas a dívida financeira avalizada, uma vez que a componente não avalizada ainda não está disponível.
O serviço total da dívida do Governo Central ascendeu a 18,5 mil milhões de escudos (168 milhões de euros) no segundo trimestre, abaixo dos 18,8 mil milhões (170 milhões de euros) registados um ano antes.
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