
Beirute, 06 jan 2021 (Lusa) — A instalação na terça-feira na capital do LÃbano, Beirute, de um busto do general iraniano Qassem Soleimani, assassinado há um ano pelos Estados Unidos, gerou polémica sobretudo nas redes sociais.
O busto em bronze do general, que como comandante da Força Qods dos Guardas da Revolução estava encarregue das operações no exterior do Irão, foi colocado pelo municÃpio de Ghobeiry num reduto do movimento xiita libanês Hezbollah, perto do aeroporto de Beirute, para assinalar o apoio de Soleimani nas guerras do LÃbano com Israel.
A indignação que o facto suscitou entre muitos no LÃbano é, segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press, a mais recente manifestação da cisão entre apoiantes e opositores do Hezbollah, apoiado pelo Irão.
Alguns libaneses criticaram nas redes sociais a celebração na capital do LÃbano de um lÃder militar estrangeiro. “Beirute ocupado”, escreveu no Twitter Amin Abou Mansour, que escolheu como palavra-chave Beirute Livre – Irão Fora.
Outros lamentaram o que consideraram a hegemonia cultural do Hezbollah e do seu aliado Irão, como Wael Attallah, que apontou uma “agressão cultural (…) ao LÃbano”.
“Centenas de milhares de libaneses sentem-se hoje violados e sem poder. A cisão vai ficando maior dia a dia, pouco a pouco”, adiantou.
Os apoiantes do Hezbollah quiseram responder à s crÃticas e criaram a palavra-chave Soleimani é um de nós, para mensagens de apoio ao movimento xiita libanês e à República Islâmica.
A morte de Soleimani num bombardeamento norte-americano junto ao aeroporto de Bagdad a 3 de janeiro de 2020 aumentou significativamente as tensões na região.
No jornal digital Al-Modon, o busto foi considerado um “sÃmbolo de (um) mandato iraniano” no LÃbano.
A escultura de três metros encontra-se numa rotunda, numa estrada com o nome do general iraniano e ligada a uma via rápida com o nome do primeiro lÃder supremo do Irão, o ayatollah Khomeini.
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