
Bruxelas, 16 out 2025 (Lusa) — A Comissão Europeia trabalha com o Banco Europeu de Investimento para disponibilizar 1,3 milhões de casas novas ou renovadas na União Europeia, anunciou hoje a presidente do executivo comunitário, descrevendo a crise habitacional como “fonte de ansiedade”.
“Estamos a trabalhar com o Banco Europeu de Investimento para apoiar os esforços locais no sentido de disponibilizar 1,3 milhões de casas novas ou renovadas em toda a Europa”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, intervindo na cerimónia do Pacto de Autarcas da UE 2025, em Bruxelas.
“Para demasiados europeus hoje, o lar tornou-se uma fonte de ansiedade [pois] pode significar dÃvida ou incerteza: há estudantes que desistem dos estudos porque simplesmente não conseguem encontrar alojamento, enfermeiros, professores e polÃcias não conseguem pagar para viver nas comunidades que servem”, elencou a responsável.
Frisando que este é um “desafio europeu que deve ser enfrentado em conjunto”, Ursula von der Leyen falou no lançamento este ano do Plano Europeu para Habitação AcessÃvel.
“É um esforço europeu, ancorado nas realidades locais. Permitiremos mais espaço para habitação acessÃvel ao abrigo das nossas regras de auxÃlios estatais, dando à s comunidades a flexibilidade de que necessitam para construir mais casas a preços acessÃveis”, concluiu.
A Comissão Europeia reconhece os desafios relacionados com a crise habitacional em Portugal e espera dar-lhes resposta com este plano antecipado para este ano sobre habitação a preços acessÃveis, incluindo financiamento, ajudas estatais e limites ao alojamento local.
A habitação é uma competência dos Estados-membros.
A União Europeia enfrenta uma crise de habitação, em paÃses como Portugal, onde os preços das casas e das rendas têm aumentado significativamente, tornando difÃcil chegar à habitação acessÃvel, especialmente para jovens e famÃlias de baixos rendimentos.
Em março passado, o grupo BEI e a Comissão Europeia lançaram um Plano de Ação do BEI para apoiar a habitação, que inclui um novo portal único para a habitação para prestar aconselhamento e financiamento e prevê investimentos de cerca de 10 mil milhões de euros nos próximos dois anos.
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