
Porto, 22 fev (Lusa) — O ‘breaking’, erradamente denominado por ‘breakdance’, é um dos desportos convidados dos Jogos OlÃmpicos Paris2024, e o português Max Oliveira, que integra a comissão organizadora, disse hoje à Lusa que a modalidade vive “um momento único”.
“Trabalhei a minha vida toda para isto. Nunca imaginei ser possÃvel o ‘breaking’ estar inserido nos Jogos OlÃmpicos. É muito bonito. É bom acontecer antes de ser idoso. É bom acontecer enquanto estou vivo”, afirmou Max Oliveira, dos Momentum Crew, por várias vezes campeões mundiais.
Max Oliveira referiu que o primeiro grande problema em mãos e a resolver em sede do Comité OlÃmpico Internacional (COI) é a própria terminologia da modalidade, já que o mediático e popular termo ‘breakdance’ não é o correto para se referir à disciplina, apesar de ser o mais conhecido, mas sim ‘breaking’.
O ‘breaking’, juntamente com a escalada, o surf e o skate, na qualidade de desportos convidados, vão juntar-se à s 28 modalidades já previstas no programa dos Jogos OlÃmpicos Paris2024, mas vão ter ainda de ser validados pelo Comité OlÃmpico Internacional (COI), em dezembro de 2020.
Nesse sentido, foi constituÃda uma comissão organizadora do ‘breaking’ para os Jogos OlÃmpicos Paris2024, da qual faz parte o português Max Oliveira, e que terá a primeira reunião em 11 de março, em Praga, na República Checa.
“Nessa reunião vão ser atribuÃdas tarefas no sentido de desenvolver nos diversos paÃses a criação de federações e associações, para que o ‘breaking’ tenha a organização como modalidade expectável por parte do COI, para que possa ser inserida nos Jogos OlÃmpicos de 2024”, explicou Max Oliveira.
O objetivo deste trabalho a desenvolver pela comunidade ‘breaking’ é a criação de uma nova plataforma, a desportiva, a somar à s já existentes na modalidade, nomeadamente cultural, já com campeonatos europeus e mundiais, e performativa (mais ligada a aspetos performativos e cénicos).
“O ‘breaking’ nasceu há poucos mais de 40 anos como algo que é reconhecido como uma subcultura do hip-hop. Dessa subcultura foi extremamente rápido chegar aos Jogos OlÃmpicos. É uma vitória muito grande. Há desportos que demoram dezenas de anos e outros que nunca lá chegam”, acrescentou.
A fórmula do apuramento para Paris2024 ainda está por definir, mas Portugal, pelos resultados já obtidos, é um paÃs que é já uma referência no ‘breaking’ e, por isso mesmo, foi convidado para fazer parte da comissão organizadora dos Jogos OlÃmpicos.
“Temos vários campeões mundiais, por várias vezes, e Portugal foi convidado para estar presente nesta comissão olÃmpica de ‘breaking’ para Paris2024 devido ao seu percurso. Conquistámos o respeito de toda a comunicada internacional e durante toda a vida sem apoios”, disse Max Oliveira.
A fórmula competitiva do ‘breaking’, algo comparável ao formato do ténis, reside nos torneios ‘guest’ (convidados), que coroam os campeões mundiais, e ‘open’ (abertos) e no somatório de pontos para um ‘ranking’ nominal.
“Temos tudo para sermos mais fortes ou melhores do que os outros. Nós não treinamos para o segundo lugar”, disse Max Oliveira, acrescentando que, para quem gosta de ‘breaking’, esta “é uma época muito bonita para se estar vivo”.
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