
Brasília, 01 out 2025 (Lusa) — O ministro das Relações Exteriores do Brasil aplaudiu hoje a iniciativa do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para terminar com o conflito em Gaza.
“Sem dúvida nenhuma o Brasil aplaude a iniciativa e fazemos votos de que ela surta efeito, que seja aceite por todas as partes”, disse Mauro Vieira na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.
De acordo com o chefe da diplomacia brasileira, o plano parece incluir as questões defendidas pelo Brasil como “a libertação dos reféns, cessar-fogo e reconstrução de Gaza”.
O Brasil reconhece o Estado da Palestina desde 2010 e tem frisado que o único caminho para a paz é a implementação da solução de dois Estados, com um Estado da Palestina independente e viável, coexistindo lado a lado com Israel, com as fronteiras definidas desde 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como capital.
O Presidente brasileiro tem sido um dos chefes de Estados mais vocais contra o Governo israelita, que declarou Lula da Silva e “persona non grata” por este afirmar que o país está a cometer um “genocídio” na Faixa de Gaza, e ter comparado o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a Adolf Hitler.
No ano passado, o Brasil retirou o seu embaixador em Israel e ainda não escolheu um substituto.
O plano norte-americano de 20 pontos, publicado na terça-feira pela Casa Branca, envolve a criação de um comité para supervisionar a transição em Gaza, do qual nenhum residente será deslocado à força. Esse comité seria presidido por Donald Trump.
Prevê, nomeadamente, o fim imediato da guerra desencadeada em Gaza pelo ataque do Hamas em 07 de outubro de 2023, uma retirada gradual das forças israelitas e o desarmamento do movimento islamita palestiniano.
Aceite pelo primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, tem ainda de ser aprovado pelo Hamas.
O plano visa pôr termo à guerra em curso na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do grupo extremista palestiniano Hamas no sul de Israel em 07 de outubro de 2023.
O ataque do Hamas causou a morte de mais de 1.200 pessoas e 251 reféns, segundo as autoridades israelitas.
A ofensiva israelita que se seguiu em Gaza provocou mais de 66.000 mortos, de acordo com o Ministério da Saúde do governo do Hamas, cujos dados são considerados fiáveis pela ONU.
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