
São Paulo, 08 jul 2022 (Lusa) — A polÃcia brasileira informou hoje que prendeu o principal suspeito de ser o mandante do assassinato do ativista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, no inÃcio de junho no Vale do Javari, área remota da floresta amazónica.
Segundo informações da PolÃcia Federal numa conferência de imprensa, o alegado mandante do crime é Rubens Villar Coelho, conhecido pelo nome de Colômbia, que teria ligação com tráfico de drogas e a pesca ilegal praticados na área em que os crimes ocorreram.
Villar Coelho foi preso em flagrante na quinta-feira, por agentes de segurança da delegacia de Tabatinga, no Amazonas, usando documentos falsos e, ao ser interrogado, negou envolvimento nos crimes perpetrados contra o ativista indÃgena brasileiro e o jornalista britânico.
Dom Phillips, jornalista e colaborador do jornal The Guardian, e Bruno Araújo Pereira, ativista que militava em favor dos direitos dos indÃgenas, desapareceram em 05 de junho, no Vale do Javari, região remota e de selva na Amazónia brasileira perto da fronteira com Peru e Colômbia, onde realizavam uma investigação sobre ameaças de invasores e criminosos contra os indÃgenas.
Dez dias depois do desaparecimento seus corpos foram encontrados e três pescadores ilegais acabaram detidos, sendo que dois deles confessaram os homicÃdios, de acordo com a polÃcia.
Hoje vence o prazo das prisões destes suspeitos e, segundo a polÃcia, é esperada uma decisão da Justiça sobre o pedido da sua prisão preventiva.
Na quinta-feira, o Parlamento Europeu adotou uma resolução sobre a situação dos defensores dos povos indÃgenas e do ambiente no Brasil, na qual condena o aumento de ataques contra ativistas e deplora a “retórica agressiva” do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.
Num texto adotado no hemiciclo de Estrasburgo, França, com 362 votos a favor, 16 contra e 200 abstenções, os eurodeputados condenam “o brutal assassÃnio de defensores dos direitos humanos e povos indÃgenas no Brasil, incluindo os recentes assassÃnios do jornalista britânico Dom Phillips e do ativista brasileiro Bruno Pereira”.
O Parlamento Europeu exortou as autoridades brasileiras a levarem a cabo “uma investigação completa, imparcial e independente sobre estes homicÃdios”.
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