
Maputo, 31 jul 2023 (Lusa) – A BP Moçambique pretende vender à petrolÃfera estatal moçambicana Petromoc a quota de 50% que detém na empresa MIAFS criada por ambas para operações de armazenamento de combustÃvel no aeroporto internacional de Maputo.
De acordo com um aviso publicado hoje pela Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC), a notificação da operação de “concentração de empresas” foi apresentada em 24 de julho e está sujeita à avaliação pública nos próximos 15 dias.
Trata-se da confirmação da saÃda da BP do mercado moçambicano de combustÃveis, depois de em 2021 ter vendido o negócio de retalho à TotalEnergies.
Já este ano a ARC tinha anunciado que a BP Moçambique tinha acertado a venda à Puma Energy Moçambique dos ativos do negócio de combustÃvel para aviação, incluindo operações em sete aeroportos.
De acordo com a informação divulgada no inÃcio de março último pela ARC, este negócio envolveria ainda a participação de 50% na Maputo International Airport Fuelling Services (MIAFS), uma ‘joint-venture’ com a Petróleos de Moçambique (Petromoc), para a concepção e construção de um depósito de combustÃvel para aviação, gestão de um depósito de armazenamento de combustÃvel e de equipamento de abastecimento a aviões, incluindo uma rede de hidratantes/bocas de combustÃvel no Aeroporto Internacional de Maputo.
Agora, a ARC refere que o negócio da venda da quota de 50% da BP Moçambique na MIAFS será afinal feita à Petromoc, que passará “a deter a totalidade das quotas da empresa-alvo”.
“A BP Moçambique tem enveredado, nos últimos anos, pela venda dos seus ativos em Moçambique. Este facto está associado à decisão estratégica de sair progressivamente do mercado de fornecimento de combustÃvel do paÃs. Para a materialização da estratégia, durante os anos de 2021 e 2022, a BP Moçambique endereçou convites a várias entidades para apresentação de propostas de compra dos ativos do negócio de combustÃvel para aviação em Moçambique e da sua participação na Maputo International Airport Fuelling Services (MIAFS), tendo sido então escolhida a Puma como a melhor posicionada para adquirir o negócio-alvo”, referia a ARC, numa nota de abril passado, de não oposição ao primeiro negócio.
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