
Minsk, 27 mai 2022 (Lusa) — O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, pediu hoje à União Económica da Eurásia (UEE) – bloco económico formado por cinco ex-repúblicas soviéticas – que crie uma “frente comum” perante as sanções ocidentais a Moscovo e a Minsk.
“Somos obrigados a unir-nos e criar uma frente comum. É evidente que todos precisamos disso, e não há outra opção se queremos preservar a nossa soberania, a nossa unidade e pensar verdadeiramente no bem-estar do nosso povo”, disse Lukashenko, numa intervenção por vÃdeo durante a cimeira da UEE.
“Devido à natureza global da economia e ao facto de que a Rússia e a Bielorrússia serem os maiores parceiros económicos, as consequências das sanções afetar-nos-ão sempre”, avisou o lÃder bielorrusso.
“Estamos perante tarefas difÃceis, que somos obrigados a resolver rapidamente. E tudo isto está a acontecer no contexto de grande incerteza global, ainda mais grave do que durante a propagação da covid-19”, lembrou Lukashenko.
Ao falar sobre a situação do mercado alimentar, o lÃder bielorrusso apelou também ao alargamento da cooperação dos membros da UEE a outros Estados que faziam parte da antiga União Soviética e que agora integram a Comunidade de Estados Independentes (CEI).
“Devido à s previsões de alta procura global por alimentos básicos, é necessária uma coordenação estreita para evitar a escassez de certos produtos nos seus próprios mercados”, explicou Lukashenko.
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